Eu não acho que ela nunca me amou

– Amiga, você não está exagerando um pouco. Tá certo, Dona Rute é muito dificil de lidar, mas daí achar que ela na te ama, não é demais. Larissa calou-se. Por mais que se esforçasse não conseguiria explicar tal sentimento a alguém que era benquista e adorada por seus pais. Mas nada o que Larissa fizesse agradava a mãe. Então, é duro hein, depois de 10 anos a pessoa virar para você e dizer que nunca te amou mas eu não duvido quando você é de uma igreja, é difícil sair das convenções e tudo mais, ainda mais se o parceiro for bem visto pelos outros ao redor, as vezes, se casaram muito cedo, ela novinha, não viveu tudo que queria viver, quando o parceiro é visto como um bom partido, para gente que é ... Acho que minha ex nunca me amou de verdade. Desabafo. ... Ontem foi o último dia que vi ela viva,não sabem pelo que morreu,mas teve que colocar covid no obituário, ela tava tão ruim, sem querer comer ou levantar,eu precisava desabafar em algum lugar, não consigo falar pra ninguém que eu conheço como tô me sentindo, hoje é o dia mais ... Mayra Cardi relata abusos de Arthur Aguiar, diz que está vivendo uma grande mentira nojenta e dispara: - Ele nunca me amou, foi tudo um plano A life coach foi entrevistada por Antonia Fontenelle ... Não quero acreditar que ela nunca me amou! Quem ama de verdade não brinca em dizer essas coisas, e se brincar – ou blefar -, sinceramente que essa pessoa ainda tem muito o que crescer e aprender a dar valor ao que o outro sente por ela. Eu acredito que ainda que ela fale que… – Niall limpou minhas lagrimas e beijou meu rosto. – Sabe, as vezes acho que ele nunca me amou e só está esperando que eu termine com ele. Niall demorou um pouco para responder. – Não, eu não acho que seja isso, eu só acho que ele não consegue demostrar o quanto te ama. - Sinceramente eu não sei quanto tempo posso aguentar isso. Quem ama de verdade não brinca em dizer essas coisas, e se brincar – ou blefar -, sinceramente que essa pessoa ainda tem muito o que crescer e aprender a dar valor ao que o outro sente por ela. Eu acredito que ainda que ela fale que nunca te amou, ela no mínimo já gostou de você, mas no momento isso não é mais importante do que o fato ...

Preciso de ajuda! Se alguém puder dar uma luz! Serio mesmo

2020.09.23 01:05 Enscie Preciso de ajuda! Se alguém puder dar uma luz! Serio mesmo

Sou homem tenho 24 anos e cheguei no meu ápice... Chorei sim, gritei, perdi o controle... entrei em crise e até dei um soco na minha cabeça num momento de descontrole... (Me Arrependo)...
Comecei a trabalhar ontem... onde minha ex trabalha as primeiras horas foi só sofrimento... minha mente querendo ver ela, saber dela, se cruzar com ela... Depois ao ver algumas pessoas novas, bem de vida sabe! E eu não, sofri ao ver a moça falando vou chamar o "TI", Até novembro de 2019 eu era o "TI" numa Instituto federal do estado, Estagiário, mas era o "TI" e curtia ser o cara da solução, deu problema e eu sou o socorro, isso me da satisfação! Mas larguei meu super estagio que meus supervisor queria até fazer por mais um ano o contrato... devia ter ficado... Mas pq namorava e ganhava pouco eu queria fazer uma super comemoração para nos... Num parque aquático ou uma viagem de dois dias... Ou algo super maneiro, mas no fim, mesmo mudando de emprego e sofrendo muito no novo... não rolou nada pois ela desanimou de fazer qualquer coisa.... E fomos aqui mesmo na cidade! Isso me machucou... Não que não foi legal, mas pq não rolou.... Tenho a a sensação que ela nunca me amou, só me queria por perto pq fazia bem... Enfim... Terminamos em janeiro e ainda sofro por ela... Sinto uma dor no coração, uma falta... um pedaço... algo precisa ser preenchido... mas não só isso... Um pensamento constante nela... Fui até na igreja atrás de Deus pra ele restaurar a relação... Fiz isso durante a pandemia em uma que permaneceu aberta com todos os cuidados e tal... Dava umas 5 pessoas, pois eles tem a radio então dava pra o povo acompanhar.... Mas eu queria estar lá, foi bom sim, mas foi mal também... Pois cada mensagem de vai dar certo, vai ser restaurado eu associava a ela e acreditava que ia ter ela de volta... Cada vez mais e mais, até que comecei a ficar ouvindo mensagem o dia todo, buscando um nível em Deus q eu vejo que criei para alcançar o que queria.... Deus existe, mas parece que ele estava o tempo todo tentando me dizer que tem o melhor pra mim e só precisava eu parar e dar ouvidos ao bem que ele estava oferecendo... mas eu foquei nela, ela era o que eu queria e cada mensagem eu buscava achar algo que encaixava pro que eu buscava...
QUE FIQUE CLARO, DEUS É REAL E NOS AJUDA, MAS EU POR TER INDO EM UM LUGAR MAIS CONSERVADOR E ASSOCIADO A MINHA VONTADE A PALAVRA, CRIEI ESPECTATIVAS RUINS EM RELAÇÃO AO QUE EU QUERIA, JÁ QUE EU BUSCAVA ALGUÉM E NÃO UM BEM MATERIAL E ETC... OU O FUNDAMENTAL QUE É O PROPRIO DEUS... E DEUS NÃO PRENDE PESSOAS A ELE E A OUTROS... ENTÃO ACHO QUE ISSO JÁ EXPLICA TUDO.
O PARECE DIFICL E EU ENTEDER ISSO, MAS VOU ENTENDER!
Mas em julho eu larguei mão por não suportar mais esperar por ela e depois de tanto sofrer também fui deixando Deus de lado... Infelizmente... Sabe hoje eu me atrasei no segundo dia de trabalho e por sempre ter chegado atrasado, passado por isso ai... Estar com vários medos e uma ansiedade que aumentou muito depois dessa pandemia eu surtei... Estou sofrendo com insônia também e não dormi direito a noite, menos de três horas noite passada e na anterior o mesmo... e antes um pouco mais... semana passada muitos sonhos que fazia acordar com cabeça pesada... Surtei, chorei e bati na cabeça como falei... acabei por não ir no segundo dia... Acho que vou sofrer uma penalidade no serviço! Infelizmente não sei oq fazer mais.... estou escrevendo isso pois dormi e estou melhor agora! Tive dor de barriga e vontade de vomitar também e até dor de cabeça... Que passou depois da bancada... E na hora até o turbilhão de pensamentos sumiu na hora depois da pancada... ficou claro os pensamentos, mas agora já tem um certo embolo de novo... O trabalho parece legal, o fato ex estar lá me causa certo sofrimento... mas pior que ir lá me ajudou muito... Deu uma alivio no fim do dia... Mas não sei se passo de 45 dias pelo falto de hoje... :(
Não quero ser um peso pra minha família... Não quero ser um peso pra mim, quero que minha mãe sinta orgulho, meu pai, irmão... Pareço um cara frágil que a namorada achava frágil e quando viu esse lado frágil, não surtar pois nunca fiz isso perto dela, nunca cheguei num ápice assim perto dela, já passei por algo parecido mas me recuperei muito em 2015... Então em 2018 achei que estava bem, jogava, saia , conversava e tudo mais... Então me abri pra namorar... ela me achou incrível... mas quando viu que eu tinha ainda alguns traços dessa fragilidade foi em bora... Pois deve ter achado que eu não ia dar futuro... Em fim, talvez eu não creia em mim... Mas as pessoas dizem que eu tenho e tenho dons, talentos, habilidades e tal... ainda mais com TI! Não sei, preciso me ver... uma vez no psicólogo ele me contou sobre narciso e queria que eu olhasse pra mim e se apaixonasse por mim.
Bem só queria saber o que dizer no trabalho amanhã... Tenha um contrato e um compromisso, e posso sofrer multa e ser processado... Enfim, não quero manchar mais uma vez minha carteira... pq quando sai do estagio... logo depois menos de um mês sai do trabalho pois a equipe começo a me seguir dizendo que a forma que eu atendia os clientes e ensinava o soft estava errado e sempre eu falava algo eu via o olhar de desaprovação... mas eu sempre busquei fazer oque aprendi no estagio... se conectar com a pessoa pois a pessoa e que precisa de ajuda e não o soft...Não que eu seja o "cara" mas acho que aprendi certo com meu supervisor e geral na escola gostava de mim e eu era o cara da "Ti", mas não dei o devido valor!
Queria desabafar e me sinto pouco melhor... grato a cada um que leu aqui e se puder dizer algo que ajude, agradeço!
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2020.09.23 01:03 Enscie Preciso de ajuda! Se alguém puder dar uma luz agradeço!

Sou homem tenho 24 anos e cheguei no meu ápice... Chorei sim, gritei, perdi o controle... entrei em crise e até dei um soco na minha cabeça num momento de descontrole... (Me Arrependo)...
Comecei a trabalhar ontem... onde minha ex trabalha as primeiras horas foi só sofrimento... minha mente querendo ver ela, saber dela, se cruzar com ela... Depois ao ver algumas pessoas novas, bem de vida sabe! E eu não, sofri ao ver a moça falando vou chamar o "TI", Até novembro de 2019 eu era o "TI" numa Instituto federal do estado, Estagiário, mas era o "TI" e curtia ser o cara da solução, deu problema e eu sou o socorro, isso me da satisfação! Mas larguei meu super estagio que meus supervisor queria até fazer por mais um ano o contrato... devia ter ficado... Mas pq namorava e ganhava pouco eu queria fazer uma super comemoração para nos... Num parque aquático ou uma viagem de dois dias... Ou algo super maneiro, mas no fim, mesmo mudando de emprego e sofrendo muito no novo... não rolou nada pois ela desanimou de fazer qualquer coisa.... E fomos aqui mesmo na cidade! Isso me machucou... Não que não foi legal, mas pq não rolou.... Tenho a a sensação que ela nunca me amou, só me queria por perto pq fazia bem... Enfim... Terminamos em janeiro e ainda sofro por ela... Sinto uma dor no coração, uma falta... um pedaço... algo precisa ser preenchido... mas não só isso... Um pensamento constante nela... Fui até na igreja atrás de Deus pra ele restaurar a relação... Fiz isso durante a pandemia em uma que permaneceu aberta com todos os cuidados e tal... Dava umas 5 pessoas, pois eles tem a radio então dava pra o povo acompanhar.... Mas eu queria estar lá, foi bom sim, mas foi mal também... Pois cada mensagem de vai dar certo, vai ser restaurado eu associava a ela e acreditava que ia ter ela de volta... Cada vez mais e mais, até que comecei a ficar ouvindo mensagem o dia todo, buscando um nível em Deus q eu vejo que criei para alcançar o que queria.... Deus existe, mas parece que ele estava o tempo todo tentando me dizer que tem o melhor pra mim e só precisava eu parar e dar ouvidos ao bem que ele estava oferecendo... mas eu foquei nela, ela era o que eu queria e cada mensagem eu buscava achar algo que encaixava pro que eu buscava...
QUE FIQUE CLARO, DEUS É REAL E NOS AJUDA, MAS EU POR TER INDO EM UM LUGAR MAIS CONSERVADOR E ASSOCIADO A MINHA VONTADE A PALAVRA, CRIEI ESPECTATIVAS RUINS EM RELAÇÃO AO QUE EU QUERIA, JÁ QUE EU BUSCAVA ALGUÉM E NÃO UM BEM MATERIAL E ETC... OU O FUNDAMENTAL QUE É O PROPRIO DEUS... E DEUS NÃO PRENDE PESSOAS A ELE E A OUTROS... ENTÃO ACHO QUE ISSO JÁ EXPLICA TUDO.
O PARECE DIFICL E EU ENTEDER ISSO, MAS VOU ENTENDER!
Mas em julho eu larguei mão por não suportar mais esperar por ela e depois de tanto sofrer também fui deixando Deus de lado... Infelizmente... Sabe hoje eu me atrasei no segundo dia de trabalho e por sempre ter chegado atrasado, passado por isso ai... Estar com vários medos e uma ansiedade que aumentou muito depois dessa pandemia eu surtei... Estou sofrendo com insônia também e não dormi direito a noite, menos de três horas noite passada e na anterior o mesmo... e antes um pouco mais... semana passada muitos sonhos que fazia acordar com cabeça pesada... Surtei, chorei e bati na cabeça como falei... acabei por não ir no segundo dia... Acho que vou sofrer uma penalidade no serviço! Infelizmente não sei oq fazer mais.... estou escrevendo isso pois dormi e estou melhor agora! Tive dor de barriga e vontade de vomitar também e até dor de cabeça... Que passou depois da bancada... E na hora até o turbilhão de pensamentos sumiu na hora depois da pancada... ficou claro os pensamentos, mas agora já tem um certo embolo de novo... O trabalho parece legal, o fato ex estar lá me causa certo sofrimento... mas pior que ir lá me ajudou muito... Deu uma alivio no fim do dia... Mas não sei se passo de 45 dias pelo falto de hoje... :(
Não quero ser um peso pra minha família... Não quero ser um peso pra mim, quero que minha mãe sinta orgulho, meu pai, irmão... Pareço um cara frágil que a namorada achava frágil e quando viu esse lado frágil, não surtar pois nunca fiz isso perto dela, nunca cheguei num ápice assim perto dela, já passei por algo parecido mas me recuperei muito em 2015... Então em 2018 achei que estava bem, jogava, saia , conversava e tudo mais... Então me abri pra namorar... ela me achou incrível... mas quando viu que eu tinha ainda alguns traços dessa fragilidade foi em bora... Pois deve ter achado que eu não ia dar futuro... Em fim, talvez eu não creia em mim... Mas as pessoas dizem que eu tenho e tenho dons, talentos, habilidades e tal... ainda mais com TI! Não sei, preciso me ver... uma vez no psicólogo ele me contou sobre narciso e queria que eu olhasse pra mim e se apaixonasse por mim.
Bem só queria saber o que dizer no trabalho amanhã... Tenha um contrato e um compromisso, e posso sofrer multa e ser processado... Enfim, não quero manchar mais uma vez minha carteira... pq quando sai do estagio... logo depois menos de um mês sai do trabalho pois a equipe começo a me seguir dizendo que a forma que eu atendia os clientes e ensinava o soft estava errado e sempre eu falava algo eu via o olhar de desaprovação... mas eu sempre busquei fazer oque aprendi no estagio... se conectar com a pessoa pois a pessoa e que precisa de ajuda e não o soft...Não que eu seja o "cara" mas acho que aprendi certo com meu supervisor e geral na escola gostava de mim e eu era o cara da "Ti", mas não dei o devido valor!
Queria desabafar e me sinto pouco melhor... grato a cada um que leu aqui e se puder dizer algo que ajude, agradeço!
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2020.09.22 22:57 Enscie Estourei/Chorei/Crise de ansiedade/Muita coisa junta/Fiz besteira/Será que tem volta?

Sou homem tenho 24 anos e cheguei no meu ápice... Chorei sim, gritei, perdi o controle... entrei em crise e até dei um soco na minha cabeça num momento de descontrole... (Me Arrependo)...
Comecei a trabalhar ontem... onde minha ex trabalha as primeiras horas foi só sofrimento... minha mente querendo ver ela, saber dela, se cruzar com ela... Depois ao ver algumas pessoas novas, bem de vida sabe! E eu não, sofri ao ver a moça falando vou chamar o "TI", Até novembro de 2019 eu era o "TI" numa Instituto federal do estado, Estagiário, mas era o "TI" e curtia ser o cara da solução, deu problema e eu sou o socorro, isso me da satisfação! Mas larguei meu super estagio que meus supervisor queria até fazer por mais um ano o contrato... devia ter ficado... Mas pq namorava e ganhava pouco eu queria fazer uma super comemoração para nos... Num parque aquático ou uma viagem de dois dias... Ou algo super maneiro, mas no fim, mesmo mudando de emprego e sofrendo muito no novo... não rolou nada pois ela desanimou de fazer qualquer coisa.... E fomos aqui mesmo na cidade! Isso me machucou... Não que não foi legal, mas pq não rolou.... Tenho a a sensação que ela nunca me amou, só me queria por perto pq fazia bem... Enfim... Terminamos em janeiro e ainda sofro por ela... Sinto uma dor no coração, uma falta... um pedaço... algo precisa ser preenchido... mas não só isso... Um pensamento constante nela... Fui até na igreja atrás de Deus pra ele restaurar a relação... Fiz isso durante a pandemia em uma que permaneceu aberta com todos os cuidados e tal... Dava umas 5 pessoas, pois eles tem a radio então dava pra o povo acompanhar.... Mas eu queria estar lá, foi bom sim, mas foi mal também... Pois cada mensagem de vai dar certo, vai ser restaurado eu associava a ela e acreditava que ia ter ela de volta... Cada vez mais e mais, até que comecei a ficar ouvindo mensagem o dia todo, buscando um nível em Deus q eu vejo que criei para alcançar o que queria.... Deus existe, mas parece que ele estava o tempo todo tentando me dizer que tem o melhor pra mim e só precisava eu parar e dar ouvidos ao bem que ele estava oferecendo... mas eu foquei nela, ela era o que eu queria e cada mensagem eu buscava achar algo que encaixava pro que eu buscava...
QUE FIQUE CLARO, DEUS É REAL E NOS AJUDA, MAS EU POR TER INDO EM UM LUGAR MAIS CONSERVADOR E ASSOCIADO A MINHA VONTADE A PALAVRA, CRIEI ESPECTATIVAS RUINS EM RELAÇÃO AO QUE EU QUERIA, JÁ QUE EU BUSCAVA ALGUÉM E NÃO UM BEM MATERIAL E ETC... OU O FUNDAMENTAL QUE É O PROPRIO DEUS... E DEUS NÃO PRENDE PESSOAS A ELE E A OUTROS... ENTÃO ACHO QUE ISSO JÁ EXPLICA TUDO.
O PARECE DIFICL E EU ENTEDER ISSO, MAS VOU ENTENDER!
Mas em julho eu larguei mão por não suportar mais esperar por ela e depois de tanto sofrer também fui deixando Deus de lado... Infelizmente... Sabe hoje eu me atrasei no segundo dia de trabalho e por sempre ter chegado atrasado, passado por isso ai... Estar com vários medos e uma ansiedade que aumentou muito depois dessa pandemia eu surtei... Estou sofrendo com insônia também e não dormi direito a noite, menos de três horas noite passada e na anterior o mesmo... e antes um pouco mais... semana passada muitos sonhos que fazia acordar com cabeça pesada... Surtei, chorei e bati na cabeça como falei... acabei por não ir no segundo dia... Acho que vou sofrer uma penalidade no serviço! Infelizmente não sei oq fazer mais.... estou escrevendo isso pois dormi e estou melhor agora! Tive dor de barriga e vontade de vomitar também e até dor de cabeça... Que passou depois da bancada... E na hora até o turbilhão de pensamentos sumiu na hora depois da pancada... ficou claro os pensamentos, mas agora já tem um certo embolo de novo... O trabalho parece legal, o fato ex estar lá me causa certo sofrimento... mas pior que ir lá me ajudou muito... Deu uma alivio no fim do dia... Mas não sei se passo de 45 dias pelo falto de hoje... :(
Não quero ser um peso pra minha família... Não quero ser um peso pra mim, quero que minha mãe sinta orgulho, meu pai, irmão... Pareço um cara frágil que a namorada achava frágil e quando viu esse lado frágil, não surtar pois nunca fiz isso perto dela, nunca cheguei num ápice assim perto dela, já passei por algo parecido mas me recuperei muito em 2015... Então em 2018 achei que estava bem, jogava, saia , conversava e tudo mais... Então me abri pra namorar... ela me achou incrível... mas quando viu que eu tinha ainda alguns traços dessa fragilidade foi em bora... Pois deve ter achado que eu não ia dar futuro... Em fim, talvez eu não creia em mim... Mas as pessoas dizem que eu tenho e tenho dons, talentos, habilidades e tal... ainda mais com TI! Não sei, preciso me ver... uma vez no psicólogo ele me contou sobre narciso e queria que eu olhasse pra mim e se apaixonasse por mim.

Bem só queria saber o que dizer no trabalho amanhã... Tenha um contrato e um compromisso, e posso sofrer multa e ser processado... Enfim, não quero manchar mais uma vez minha carteira... pq quando sai do estagio... logo depois menos de um mês sai do trabalho pois a equipe começo a me seguir dizendo que a forma que eu atendia os clientes e ensinava o soft estava errado e sempre eu falava algo eu via o olhar de desaprovação... mas eu sempre busquei fazer oque aprendi no estagio... se conectar com a pessoa pois a pessoa e que precisa de ajuda e não o soft...Não que eu seja o "cara" mas acho que aprendi certo com meu supervisor e geral na escola gostava de mim e eu era o cara da "Ti", mas não dei o devido valor!

Queria desabafar e me sinto pouco melhor... grato a cada um que leu aqui e se puder dizer algo que ajude, agradeço!
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2020.08.18 20:41 KimiTanoshimu As Aventuras Desaventuradas de Pêra (#3)

Era uma vez, em tempos tão longínquos como o local em que esta história se passa, uma bela princesa, a jovem Pêra. Delicada como uma árvore nos seus primeiros anos de vida e doce como o fruto amadurecido que um dia dela cairá, Pêra passara grande parte de sua vida numa torre. Fazia-lo por opção própria.- É para criar tentação - alegava, usando uma história para crianças como justificação para seu pai.Este, extremamente cético quantos aos métodos de sua filha, até chegou a ameaçar de espingarda um ou dois pretendentes, mas admitira que a altura chegara e ela deveria arranjar um marido.Metros e metros, hectares e hectares, semeados de homens, cobertos de cavalos, carroças e joalheria. Depois de inúmeras horas, provavelmente até dias, a escolher a pente fino, a verificar passados e qualificações, três candidatos foram escolhidos e submetidos à pior das provas, mostrar à princesa o porquê de deverem ser escolhidos.
Entrou pois o primeiro, João Abreu:- Soys princesa ou soys anjo? Que tal língua que tanjo, Não te consegue descrever De tal beleza que estoy a ver.
Nos teus braços desejo voar Por João Abreu me poderás tratar Mas que serve uma apresentação Se não me for oferecida a tua mão?
(Pêra corou brevemente)
- Encantada estou com sua presença Com tal língua de habilidade imensa Acredito que não me tenha de apresentar Mas sou Pêra, parastes aqui para casar?
Movido pela reação da dama, convencidodisse:
- Pois então, pois venho! Uma grande população reino E se vós quereis o melhor que há Não procureis mais, à sua frente o está.
Ao sentir a presunção do dito João, Pêra, acertiva respondeu:
- Com a língua tem tu cuidado Não és mais que um mísero delegado E tal como na realeza, na poesia Desgosta-se o uso abusivo de ironia.
Envergonhado e acorbadado, fugiu com a espada entre as pernas, o mal sucedido delegado.
Surgiu assim o segundo, Manel Ferreira:- Oh Princesa dos meus olhosOh Rainha do meu coraçãoOh minha pura tentaçãoOh Alegria aos molhos.
Em ti confio mi vidaEm ti e só em tiEm ti um amor ardente vi.Em ti vejo uma boa vida vivida
(Pêra, encantada, reveu o perfil do jovem promissor. Só para se atormentar com o rank do pobre coitado no Lol...)- Oh pobre mocim'...Oh pobre mancebo cansadoOh pobre és e desesperadoOh pobre, então faremos assim:
- Eu com urgência necessitoEu não tenho defesa ou seguroEu tenho má fé e medo do escuroEu procuro um pequeno guardazito.
Sem perguntas que trouxessem má fado, sacou de um capacete e pôs-se logo a postos.
Chegara, por fim, o terceiro, O Mestre, ahm... Mário Ramos.- Oh que bela em pessoa soys!Ao natural, sem ilusõesMesmo encanto e tentações,E vaidade não falta pois.Neste mundo em que somos peõesVivamos não como um mas como doisE que esta rima isso simbolizeE sua magnificência caracterize.
Minha jovem dama dos céusCom honra e sem desleixoMinha benção deixoAos deuses meusE nem que se sacrifique gueixoMas que soltem os meus escarcéusPois nunca me senti tan desejadoE em tua grandiosidade estou atado.
Manel, agora guarda real feito, conjugado pela própria palavra real e tendo assim prometido manter a rainha a salvo, de forma a honrar tal palavra, ou pelo menos achando que assim o fazia, disse:- Para que vindes cavaleiro sovina?Para armar a esperteza?Para tentar alcançar a realeza?Para passar a perna a menina?
Acredites que vejo o sal na águaAcredites que vejo o vinho no pãoAcredites que não te vejo um único tostãoAcredites que te vejo a lhe criar mágoa.
De forma a seguir o direto, mas correto discurso do crente Guarda, disse assim a princesa:- Para que vindes então Cavaleiro?
Espantado por o que achara outrora um espantalho ter ditado uns belos versos, Mário rapidamente respondeu:
- Pois, bem, ahm, público difícil?Venho aqui um engenho meu demonstrarMas primeiro tenho que me certificarQue o guarda aplaudo, mesmo peridócil!Acredito que minha obra venha para ficarE substituir papel, pombo e estêncil,Este promove a comunicaçãoE WhatsApp é o nome que lhe dão.
Vendo a futura rainha com traços de curiosidade, Mário finalizou em estilo:
- A partir desta maquinetaPremir botão aqui,Botão ali,Mensagem para o pai, o filho e a netaFácil para todos, até para um lóquiSem discriminação, de gênero ou pernetaExperimente princesa, cortesia minha(É que para falar mais ninguém eu tinha).
A Princesa encantada, aventurou-se com a traquitana durante horas e horas e ao ver que o jovem inventor ainda se encontrava lá, à espera da sua reação, decidiu agradecer-lhe com um beijo, por lhe oferecer tal presente dos Deuses.Mário pifou. Como se diz em tempos mais futuros, mario.exe stopped working. Mário, que antes se apresentava apenas com intenções artísticas e económicas perante a princesa, viu um universo à sua frente e sempre que ficava sem ar, (ou pelo menos imaginava-se porque teorizara que no espaço não haveria ar), respirava o momento daquele beijo na sua agora rosada bochecha.Numa voz envergonhada e hipnotizada, disse:
- Pode ficar com o produto é uma oferta da casa princesaa aaa aE depois de alguns segundos, despediu-se e partiu, um tomatinho feliz a caminhar sobre o pôr do sol.
-Que farei eu agora meu guarda fiel? Nenhum dos 3 pretendentes foi escolhido... Bem não é tempo para mágoa, amanhã voltamos à seleção! - disse a princesa.
Enquanto isso, Mário voltava para a sua cidade Natal mais rápido que com qualquer cavalo devido a uma das suas mais recentes invenções, botas 'a jato'. Eram na realidade alimentados por uma fonte renovável de...- Finalmente cheguei! Não sabem o que me aconteceu! - disse o inventor.
Após chegar ao destino, tinha parado em casa de uns dos seus melhores mates, Lori e Manchester Kibizan.
- Estava a apresentar aquele meu produto à princesa, o que vos agradou também e ela não só amou como me deu um beijo como forma de agradecimento. Eu, eu acho que há mais que se diga da coisa, depois de amanhã vou ter com ela com outra invenção para continuar o namorisco, agora tenho que ir trabalhar nela mesmo, durmam bemmm!
E assim se despediu. Vendo esta reação e história tão estranha e súbita, Lori disse:
- Ele é bom rapaz.Ambos levantaram os ombros em concordância e continuaram o que estavam a fazer.
No dia seguinte ambos partiram cedinho na demanda para ir ter com a princesa. Chegaram bem mais rápido que o que seria necessário com as botas a jato personalizadas que Mário lhes fizera, que já agora utilizam um material...
- Eeeeeeish - disse Manchester. º
A fila que viam à sua frente de homens e de até várias mulheres, era humanamente impossível, bem em teoria, porque ali estavam. Não estavam interessados na princesa em específico, por isso foram sorrateiramente se aproximando da sua torre. Quando chegaram lá viram a princesa. Parecia cansada e irritada, mas para que é que estava esta gente toda aqui? Eventualmente, a princesa viu-os e avisou Manel para fazer a chamada para o lanche da manhã. A fila rapidamente desfez-se e várias pessoas reuniram-se em tendas ou acampamentos, mantendo civilizadamente a ordem.
- A que devo a vossa presença? - disse a princesa à dupla com quem mantia amizade há vários anos.- Ouvimos falar das tuas triquinices com uma pessoa especial - disse Manchester.- Gostávamos de saber mais - disse Lori, soltando um riso maroto.Confusa, Pêra respondeu?
- Triquinices? De que falam? Na realidade estou com falta de alguém para com quem as fa...
E interrompeu-lhe Lori para perguntar: - Pois, para que é esta fila toda?
Lori, percebendo a confusão da situação na cara da princesa e de Manchester decidiu contar o sucedido à princesa que lhe fez o mesmo.O resto é história, quando Mário soube o sucedido, de ambos os lados, já tinha sido rejeitado pela princesa, quase desprezado por tal difamação da princesa. E após dias de viagem a tentar buscar sabedoria com uma das melhores amigas da princesa, Rainha Vera, acabou ainda mais desolado, pois os conselhos desta tinham sido desistir da situação, para o seu próprio bem.Assim acaba a história, com Mário deitado debaixo duma árvore, a olhar para o sol. Sem emoção, sem pensamento, apenas com uma dor no coração. Não sabia ele que essa dor o motivaria para outras variadíssimas aventuras, milhares na realidade, até ser conhecido como o grande herói de toda a Terra. Mas isso é outra história.Por fim, sabe-se que Lori e Manchester se separaram de Mário, não por se terem zangado, mas apenas puro destino. Mantiveram, no entanto, contacto. Manel até hoje ainda guarda Pereira, mesmo já não se encontrando em sua torre. Após ter encontrado um plebeu cujo nome apenas tem duas letras, Pêra aventurou-se pelo mundo antes de ter de assumir o seu papel como rainha. Felizmente, acabou por encontrar um homem da selva que lhe preencheu o coração e a satisfez de uma vez por todas.Mário continuou sua jornada, com o coração partido e completamente destroçado, mas sem nunca desistir.
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2020.08.05 16:01 LiviLuthorDanvers Ex namorada abusiva ainda se acha o amor da minha vida

Ok, pensei muito antes de mandar isso aqui, mas uma história dessa não deve ser desperdiçada. Então, por favor façam essa história chegar no Luba, pelo amor de Rao
Bora lá. Olá, Luba, editores, gatas, falecidos papelões, possível convidado and turma que está a lever.
Contexto da história: minha ex terminou comigo de uma forma muito escrota, descobri que ela ja estava noiva de outra garota, ela me disse que eu era doente por amar tanto ela e que eu precisava me tratar. Tinha bloqueado ela meses atrás, mas vieram me falar que ela precisava falar algo muito importante comigo, então eu desbloqueei ela. Agora bora pra história, irei transcrever a conversa aqui.
Ela- **** Preciso conversar com você. Ai mas como está?
Eu- Bem e vc? Sobre o que quer falar?
Ela- Muito mal. Mas acho que isso não ti interessa
Eu- Vdd, não me interessa. Então... O que quer falar?
(Duas horas depois)
Não tenho tempo pra mistério. Não quero ser grossa, mas vc sabe o que fez, o que falou, então não vamos fingir que somos amigas, certo?
Ela- Não ti preocurei pra brigar. Comigo ficaram guardadas momentos lindos do nosso romance. Serio, não imaginei que depois de tanto tempo você voltaria me tratar com cinco pedras na mão. Bom dia!
Eu- Olha... eu não vou nem comentar. O que vc queria falar?
(Três horas depois)
Olha, eu vou dormir. Quando eu acordar espero que vc tenha dito o que vc quer tanto falar comigo. Como ja disse antes, não tenho tempo pra mistério.
Ela- Olha meu amor. Não fale desse jeito comigo okay? Do jeito como me trata, me deixa sem forças pra falar o porquê ti procurei. É uma pena ter gastado o seu tempo a toa Tenha um bom dia. E esqueçe o que ia falar. O seu clima comigo não ajuda.
Eu- Só fala o que vc quer tanto falar.
Ela- A gente se fala quando estiver disposta em conversar comigo.
Eu- Só fala logo. Para de rodeio. Quanto mais mistério vc faz, mais irritada e sem paciência eu fico.
Ela- Você ainda está magoada comigo?
Eu- Sim.
Ela- Gostaria que me perdoasse. De todo o coração. Com toda a sinceridade 😔
Eu- Era sobre isso que vc queria falar comigo?
Ela- É o começo pra poder dizer o que tenho a falar. Mas é importante a sua resposta.
Eu- Certo... Vc tem o meu perdão, pq não quero ficar remoendo isso pelo resto da minha vida.
Ela- Obrigada se é que o seu perdão é sincero. Não quero mais perder a ligação com você. Desde que você me deixou, não sou mais feliz. Sonho com você todas as noites como antes. Pra mim é importante ti falar disso.
Eu- Ta bom. Mas onde vc quer chegar? Humm. E o que vc quer que eu faça em relação a isso? Ja te dei o meu perdão.
Ela- É tudo que queria falar pra você. Que você ainda vive em mim. Eu estou doente de saudades de você. Mas entendo se nao quiser saber mais nada de mim. (Ela mandou um áudio dizendo que talvez esse ano poderia vir para o Brasil e que quer me conhecer)
Eu- Olha, não quero ser grossa, mas não quero me encontrar com vc, não quero te ver. Estou muito bem com a minha namorada e não quero que isso seja abalado por um fantasma do meu passado.
Ela- Tudo bem. Fantasma. Hum ok. Posso ligar pra você? Me liga quando puder.
Eu- Estou ocupada agora.
Ela- Tá. Ainda vai me ligar?
Eu- Minha namorada está aqui em casa. Estou ocupada.
Ela- Está bem! Tranquila, eu super entendo. Sem problema.
Dois dias depois
Ela- Mulher, preciso ti ouvir. Você se esqueceu que sou amor da sua vida? Nem essa garota, nem o tempo vai mudar os meus sentimentos por ti.
Eu- Não é mais. Vc perdeu esse posto quando me tratou daquela forma, vc perdeu toda e qualquer chance de voltar a ter algo comigo quando me tratou assim. Deixei isso bem claro
Ela- Eu não perdi nada amor. Apenas eu era imatura e precisava me organizar e entender o que realmente queria. Eu quero ti amar como nunca. Não me negue.
Eu- Não Me Chama De Amor Vc perdeu por ser imatura, por se comportar como uma mimada que achava que poderia usar as pessoas e descartar quando não serviam mais.
Ela- Chamo e repito. Amor da minha vida. Por favor ****, Eu nunca descartei você. Você me deixou e sumiu do meu coração que tanto se completava por você. O meu coração e eu, sentimos a sua falta.
Eu- É, vc não me descartou. Só me chamou de doente e disse que eu precisava me tratar. Ahhh disse também que ficou comigo por pena. E como cereja do bolo a sua noiva ainda me chamou de câncer. Vc quer mais?
Ela- Sim, quero você. Eu não estou mais pra perder tempo sendo que a minha felicidade é ao teu lado. Me deixe conhecer o mundo de mãos dadas com você por favor😔
Eu- Isso vc nunca mais vai ter. Olha, não quero entrar nessa discussão de novo. É melhor cada uma seguir o seu caminho, eu não sinto mais o mesmo por vc. Sinto muito por isso, mas é a vdd. Eu não amo mais vc, Cals. Encontre alguém que ame vc, que queira ficar com vc e nunca magoe essa pessoa, nunca faça ela sentir o que eu senti quando vc falou tudo aquilo.
Ela- O problema é que você nunca me amou, e nunca sentiu nada por mim. Foi daí que tudo acabou. E se estou aqui, não é porque não deu certo com a **** É por amor puro mesmo.
Eu- Por favor, não me mande mais mensagens. Não quero ter que bloquear vc, se caso vc venha mesmo para o Brasil, não me procure. (Mande um áudio pra ela dizendo que não amo mais ela, que estou feliz com a minha namorada e que não quero mais ela na minha vida)
/Nota: coloca uma música triste/
Ela- Não me fale de amor se bem que não tas mais disposta em me dar. O amor que carrego no peito, não é algo simples entendeu? Você sabe e sempre soube que és a minha pessoa preferida. Ai como queria poder dizer o quanto eu te amo sem usar apenas palavras. Só que algum dia eu dê esse amor alguém que não o merece tanto quanto você. Mas eu não quero mais ninguem a não ser você.. E saiba que está me traindo com outra. Ó meu Deus, que dor💔😔
Eu- Te traindo? É sério isso?
Ela- Serio. E eu aqui morrendo de amor por ti e me fala de outra Sim, você com outra.
Eu- Vc diz tudo aquilo, parte o meu coração, destrói o que restava da minha auto estima e tem a coragem de dizer que eu te trai?
Ela- Você está me traindo com outra. Meu Deus do ceu. Mulher, como pode?
Eu- Olha... eu não te trai E nós não temos mais nada. N A D A Então, só para com isso. Eu sabia que vc não queria só o meu perdão, sabia que de alguma forma ia quer que a gente voltasse (Aqui eu já sabia que daria uma boa história)
Ela- Eu não ti quero distante de mim ok? Bloquear um amor, não é uma opção sábia O que você sente me ferindo? Eu não ti desejo felicidades com outra pessoa porque eu quero você.. Você é minha mulher. Volta pra gente Porque sabe o quanto te amo e ti quero comigo. É demais como fiquei implorando pelo o seu Amor.. Não irei ti forçar, não irei mais insistir na gente. Que seja o que Deus quiser. Não serei a primeira na vida. Isso acontece🙏
Eu- Assim como eu implorei o seu.
Ela- De tudo que você falou pra mim, e de como falou, revela que não me perdoou. Quem perdoa esquece, e não volta remexendo o mesmo. (Realmente, só falei aquilo pra ela não encher mais o saco)
Ela- Não largue nada da sua vida. Definitivamente quem vai embora sou eu. Não sei mendigar ou implorar por amor. Por tanto, pra ti fazer acreditar que também mudei e sou decidida, irei sumir de vez. Ti juro que não irá mais saber de mim. Que o meu sumisso seja motivo de felecidade eterna em sua vida.
Eu- Olha, essa conversa ja durou tempo demais. Tempo esse que eu poderia está conversando com a minha namorada ou fazendo algo melhor que revirar o passado. Eu não te desejo mal, Cals. Só desejo o melhor pra vc, que vc encontre alguém que te ame. Certo, então é isso Vc vai seguir a sua vida e eu vou seguir a minha. É uma pena tudo ter acontecido dessa maneira, mas não dá pra mudar o passado. Realmente te desejo o melhor e que vc fique bem, que encontre quem te ame de verdade pelo o que vc é e não pelo o que vc tem
(Depois ela rearfirmou que iria sumir da minha vida e tudo mais... e no outro dia mandou um oi, ai levou block. Minha paciência acabou)
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2020.08.01 03:22 Beatriz_ADJ Eu tenho um objetivo, mas eles podem me impedir.

Eu sou uma pessoa meio que "justa demais" pra alguns ou "princesinha" para outros, eu tenho 15 anos agora e ganhei 200 reais do meu pai de aniversário e queria doar metade do dinheiro para instituição de caridade, mas essa ideia não veio do nada. Durante toda minha vida sempre ouvi comentários homofóbicos, machistas, racistas e achava aquilo "normal" pois eu era uma criança e não entendia dessas coisas. Já fiz coisas ruins que eu achava que era apenas brincadeiras e me arrependo disso.
Quando eu tinha 8 anos eu fui bullynada (eu acho que se escreve assim) na escola por uma garota menor do que eu, ninguém nunca tinha me ensinado a me defender e sempre que ela dizia "se contar pra alguém, você apanha mais", eu ficava calada, ou seja, eu fiquei o ano inteiro ouvindo isso e nunca pedia ajuda. Graças a minha mãe que me viu chorando na escola e meu irmão guardião, ela soube o que acontecia comigo na escola durante o ano e aquela menina apanhou do meu irmão mais novo.
Passado alguns anos eu tive amigos incríveis, mas claro, tinha que dar algo errado. Esse meu primeiro amigo mentiu pra mim dizendo que meu outro amigo tinha contado segredos meus pra outras pessoas, eu me afastei dele e não nos falamos mais, quando descobri o que o meu amigo fez (aquele que mentiu) já era tarde demais, eu queria ter voltado no tempo pra pedir desculpas pro outro amigo que eu excluí da minha vida. Eu acreditava naquele mentiroso porque ele era meu melhor amigo e eu gostava dele. Ele também fez isso com minha melhor amiga, mas desta vez ele mentiu pra ela que eu a odiava. Só porque eu estava brigada com ele
Passou anos e conheci amigos maravilhosos, no inicio do ano veio uma novata na sala, vou chamá-la de Mari, e ela não falava direito. Foi aí que muita mudou, eu chamei ela pro nosso grupo e hoje somos melhores amigas, quase irmãs, ela é maravilhosa. Eu doei material de escola pra ela e ela amou, ela não tinha muito material, o que eu podia doar eu doava pra ela. Passado tempo eu tinha mudado completamente.
Aquela pessoa que não sabia se defender, aquela pessoa que não sabia nada sobre preconceitos, aquela que era aproveitada polos colegas. Hoje, eu não consigo ver NENHUM comentário preconceituoso sobre qualquer pessoa, hoje eu consigo defender meus amigos quando é preciso e não fico mais calada quando vejo algo errado. Eu acho que eu só fiquei assim, não porque sou uma pessoa boa, mas porque eu não quero que as pessoas passem pelo que eu já passei.
Eu tenho um objetivo, mudar o mundo. Mas eles podem me impedir.
Eu tenho um colega de sala (obs: Isso é antes, não tem mais escola por causa da pandemia) que é extremamente preconceituoso, no dia da consciência negra ele disse bem assim para o professor que contava a história de Zumbi:
-Professor, por que o Zumbi é considerado herói se todos que seguiram ele, acabaram morrendo?
O professor explicou calmamente e o "Idiota" (vou chamá-lo assim) continuou falando que ele (Zumbi) foi o errado da história. No dia das mulheres ele falou pra professora:
-Eu não entendo as mulheres, são que nem bonecos de montar, tira isso, coloca aquilo...
A professora tentou explicar... Que cada um tem o seu jeito e que NINGUÉM pode julgar. Ele continuou com seus argumentos e não mudou de opinião. E ainda tem essa frase:
-Eu não entendo os gays e lésbicas, eu respeito, mas... Eu não entendo!
Eu dizia pra mim mesma e já disse pros meus amigos:
-Um mundo descente não tem esse tipo de pessoa, era pra juntar todos que são preconceituoso, que mata, que rouba, que destrói as florestas... E jogar uma bomba com todos juntos.
Eu me arrependo desse pensamento e quero mudar isso, mas não sei como. Eu quero ser um exemplo, eu tenho um objetivo de mudar o mundo. Eu tenho projetos, mas eu não sei como lidar com essas pessoas, eu vejo comentários assim agora e grito, falo que está errado e que essa pessoa não tem direito a dar esse tipo de opinião e ideia. Não IMPORTA se é amigo, eu tiro da minha vida. Excluo todos que forem como esse idiota.
Eu tenho esses pensamento, mas não posso concluir meu objetivo se eu ainda tiver essas opiniões. Eu sei que penso errado sobre isso, que essas pessoas ruins deviam morrer ou ser excluídas de tudo. E eu tenho um futuro, eu planejei tudo e QUERO SER UM EXEMPLO pro mundo, mas eu não sei se vou chegar lá e estou com medo se tudo o que eu fizer, um dia vai ter sido tudo em vão.
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2020.07.17 04:03 Luis007lol Minha história de como conheci minha "irmã"

Oi! Eu não sei se esse post se encaixa bem aqui no subreddit do Zy (tbm conhecido como YouTuber mais gato do planeta Terra), mas eu queria muito poder compartilhar minha história, e que talvez ela sirva de exemplo pra outras pessoas. Bom, vamo lá. (É um pouco longa mas fazer o que)
Oi, meu nome é Luís, e tenho 14 anos. 1 ou 2 meses após a quarentena ter começado, eu estava vagando pelo Instagram vendo posts ruins e nem um pouco originais, até que eu achei um post do tipo "a % da bateria do seu celular é a sua idade, qual é a sua?" (Em inglês). E como sou um retardado estava muito interessado em ver o que as outras pessoas estavam comentando. Abri a seção de comentários, e me deparo com um comentário de um usuário denominado como @spacenticos. A foto de perfil era um desenho que eu nunca vi antes, pensei: nossa, essa pessoa deve ser uma artista! - abri o perfil, e sim, ela era uma menina que gostava de desenhar! Mandei uma mensagem pra ela falando "adorei seu artstyle!" E ela respondeu algo como "obrigada meu bem!" (acho que "meu bem" é uma boa tradução pra sweetheart). Daí a gente foi conversando todo dia, até que alguns dias depois, perguntei o nome dela: Tamany (cujo apelido é Tam), e onde ela vivia: Argélia. A gente foi conversando, conversando, e fomos descobrindo que somos MUITO parecidos. Os dias foram passando, e eu revelei minha voz, e ela revelou a dela. Mais dias foram se passando, nós jogávamos juntos, assistíamos vídeos juntos, e muito mais. A gente conversava sobre tudo, sobre como nós nos sentíamos, jogos, e muito mais. Depois de um certo tempo, eu mostrei meu rosto! Ela ainda não mostrou o dela (mas ela já prometeu que vai mostrar ainda esse mês), mas sei como ela é fisicamente. Depois de um tempo, comecei a considerar ela como a irmã que eu nunca tive, e finalmente entendi o que é amor fraterno. Eu amo ela, e ela diz que tbm me ama e que me considera como irmão. Apesar de sermos de países diferentes e de falarmos línguas diferentes, a gente sempre amou um ao outro de forma incontestável. Espero que daqui alguns anos, a gente possa se conhecer pessoalmente, e pra finalmente nós abraçarmos.
Bom, se você leu até aqui, é porque vc gostou :) Bom, é isso, espero que isso possa servir de exemplo para vocês
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2020.06.21 04:45 LobiMonga Sou babaca por fingir amar alguém que não amo ?

Hoi a todos da turminha, talvez lubisco,gatas e editores
Eu nem por onde começar porque eu tenho muito medo de dar algo errado ksks ;u;
Bem, eu estou extremamente confusa e com muito medo, então queria muito a opinião de todos pelo menos para acalmar meu coração porque está me afetando bastante pela culpa.
Começando, eu entrei em uma comunidade de um amino de "apoio emocional"(na minha opinião tinha mais gente que piorava do ajudava...), porque tava meio trite por levar um fora de um menino que mal conhecia(não sou mais assim kkk).
Como estava triste fui desabafar e fui socializar no chat principal. Papo vai papo vem, simplesmente DO NADA um carinha começou a falar que desistiu de tudo que ia acabar com isso e tals, como sou extremamente sensível fiquei desesperada e tentei acalma-lo no chat, quando ele me chamou para o privado, ele desabafou tudo.
Ps:eu sou menor de idade e ele é de maior, ambos com depressão, medicados só que o dele é profundo
Tentei ajudar de toda maneira, porque eu só tive experiencia no 10% que ele disse, no caso da depressão e autoestima baixo, nesse pouco que eu ajudei ele começou a simplesmente a me endeusar, dizendo que eu dei a ele mais um dia de vida, que eu era um anjo porque eu salvei ele com um milagre. Vou ser sincera eu me senti mimada, e comecei a gostar dele. A gente foi conversando, trocamos o zap e tal, e conversamos bastante até que ele disse que fumava, ai eu acendi minha primeira bandeira, mas depois de um tempo esqueci.
Eeeeeeee eu a inocente comecei a gostar mesmo dele, e poucos minutos depois ele disse que tava gostando de mim também e se eu queria namorar com ele(a distancia), e eu disse sim, no inicio tudo perfeitinho, a gente se ajudava, ficava horas em call e video chamada, sempre me elogiando.
Mas nem lembro muito mas a gente chegou a terminar, e depois de um pouco tempo eu decidi voltar, se eu não me engano, por que a gente ja terminou umas 3 vezes, lembro de no meio desses terminos ele ficava muito bêbado tirava blusa, falava besteira e uma vez chegou a vomitar e eu ouvi tudo. Na segunda vez que a gente voltou eu ja estava perdendo o "encanto", e me sempre voltava porque sentia medo de eu ser o motivo do fim dele.
Ele dizia que eu era tudo para ele, e que ele me perdesse não ia mais ter motivo para continuar vivendo, sem falar nas crises que ele tinha diariamente que eu não conseguia ajudar e isso me deixava muito mal, como sou nova me sinto como se a vida dele dependesse de mim e que qualquer coisa que acontecesse com ele seria culpa minha, no ultimo termino ele tava até ficando com uma garota(era lésbica então era realmente ficadinha). Ele disse que tava com ela porque sentia minha falta e que nunca amou ela, só eu tinha o coração dele.
Me sinto extremamente culpada, porque não amo ele e ele me machuca muito por eu nunca conseguir ajudar em nada, me tornando quase inútil já que a gente mal se fala e ele ja reclamou disso , e eu também não quero namorar alguém por ser nova de mais, também por causa de uma promessa com a minha vó , por não aguentar a realidade que ele vive e por não entender os gostos dele.
Ele é um amor de pessoa mas não acho que nem amiga dele eu consigo ser, até ele ja disse que eu parecia um porteiro porque o nosso papo só virou, bom dia, boa tarde e boa noite, apenas. Quero protege-lo mas eu não me sinto nada bem e com um grande peso na costas, sinto que sou nova demais para aguentar.
Tenho medo dele ver isso porque ele acompanha o Luba também, queria que ajudassem a saber oque fazer.
Eu sou a babaca ?


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2020.06.21 03:26 SucodeTudo Uma historia "feliz"?

Ahoy Lubiscode primeiramente desculpe pelos erros de português,estive adiando muito pra escrever este texto mas acho que ja esta na hora,essa historia é sobre a minha vida quem sou e porque estou como estou,quero que analise e me diga se sou o babaca kkk,sem mais delongas irei começar o texto Bom dia(talvez noite)luba,convidados,gatos e barba do luba,a minha historia começa a 5 anos atras,eu tinha 10 anos(faça as contas)bem pela minha idade não poderia imaginar muita coisa,mas ja tinha rola pa de coisas na minha vida,tipo:meus pais se separaram,minha vó tambem,as 2 arranjaram outros caras,meu avodrasto batia na minha vó,o meu padrasto era um [email protected],minha mãe se separou de novo,se casou com um velho,se mudou pra casa dele e eu tambem to morando no centro e sai do interior. Pode não ser muita coisa mas pra mim na quela idade foi dificil,ver tanta coisa passando e tanta coisa acontecendo me deixou louco,eu fiquei muito mau mas tentava não demonstrar muito isso meu novo padrasto era(é) muito agrecivo com todo mundo inclusive eu,então eu não podia encomodar ele,ficava no meu canto vendo youtube,jigando algum jogo ou estudando na maioria do tempo,ocupava minha mente com essas coisas pra não piorar a situação Como estava numa nova cidade sozinho e sem amigos minha unica chance foi a escola,mas mesmo antes eu sempre fui meio anti-social,minha familia era pobre mas minha mãe trabalhava muito pra me dar tudo oque eu queria,e sou grato a ela por isso,mas a ansiedade dela e a tendencia depressiva da minha vó(que entrou em depressão quando eu e minha mãe saimos de perto dela e deixamos a vó sozinha com aquele monstro em casa)pesou muito na minha vuda social. Então fazer amigos sempre foi muito complicado. Kas quando eu entrei na escola daquela cidade eu conheci algumas pessoas,comecei a me dar bem nos esportes na medida do possivel é claro e tambem minhas notas subiram mais do que o normal,comecei a pensar nos testes pra federal(e consegui lubisco),mas como tudo que é bom acaba rapido,uma menina linda,com uma franjinha muito fofa destruiu meu mundo e um amor "platonico" acabou com aquela minha unica esperança que era a escola. A desilusão amorosa foi forte,mas o amor foi maior,insisti reconhecendo os limites,não invadia a sua zona de conforto e aceitava o não mas eu não podia me livrar daquele sentimento,e aquele sentimentp continuo durante 4 anos,4 anos luba,por mais que eu seja uma criança 4 anos não é qualquer coisa,eu realmente amo ela,e ela é alguem especial na minha vida,ela me salvou de um suicidio e quase me pois em um quando disse não,ela é tudo pra mim,e depois de 4 anos ela aceitou. Eu fiquei muito feliz luba,sério,tipo,imagina só:"a menina que você amou por 4 anos te aceitou" e mano ela nunca me desrespeitou nesses 4 anos,sempre sendo alguem muito gentil,fofa,estudiosa tipo ela é perfeita cara. Mas Luba,depois de 4 anos nós começamos a namorar(agora no caso completamos 6 meses)eu sou uma criança ainda com 14 quase 15 anos não sei de nada sobre o mundo,mas eu sinto isso e não é facil de simplismente ignorar um sentimento. Eu amo ela Luba,mas ela demorou 4 anos pra me aceitar em namoro,aconteceu algumas coisas que ela veio a me falar a poucp tempo mas ainda assim,não me convenceu,tenho medo de sme querer ter precionado ela pra que eu força-se ela a gostar de mim,e criando um falso amor,não sei se quero continuar,uma insegurança anda me tomando,pela minha aparencia,fisica e cobtexto do relacionamento,mas ao mesmo tempo tenho medo do sentimento ser real e eu ferir os sentimentos dela. Gostaria que você me ajuda-se nessa lubisco,ja falei com minha mãe mas ela se recusa a me pagar um psicologo,pois de acordo com ela :"não precisa,é só falar com a gente que a gente te ajuda"não querendo desmerecer meus pais mas isso é algo que eu não quero falar com eles,minha vida pessoal não é algo que eu sinto conforto de falar com eles. De qualquer forma eu aprendi muito nesses 4 anos de solidão,li muito,sofri muito,estudei muito,conheci muito mais sobre mim,conheci amigos,d&d,cs,lol tipo isso querendo ou não marcou a minha vida e me formou a pessoa que sou hoje,então de qualquer forma devo muuto a ela,eu te amo mor ♡ Eu e minha namorada assistimos você e tanto eu quanto ela somos muito seus fãs <3 e desculpa mor,sou falho de mais pra alguem tão perfeita como você,desculpa.
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2020.06.13 01:51 HlfSlavBoy [TW] Perdi os últimos três anos da minha vida e não consigo me ressocializar

Em 2017 eu tinha namorada, emprego em empresa bem conceituada como programador, diversos amigos. Eu era chamado pra festas, as pessoas pareciam se importar comigo. Porém no mesmo ano eu tive a pior recaída da minha vida.
Desde novo apresentava quadros de ansiedade e depressão, sofri muito na mão do meu pai e fui abusado sexualmente quando tinha cinco anos por uma parente minha. Conforme fui estudando eu consegui reprimir meu passado muito bem, mas em 2017 tudo desandou. Minhas crises voltaram muito piores, ao ponto de eu desenvolver um quadro de transtorno dissociativo de despersonalização e desrealização (DP/DR) e minha ansiedade evoluir para TAG. Fui demitido por não conseguir render tanto quanto antes, pois eu era muito workaholic mesmo, minha namorada terminou comigo pois disse que nunca me amou e como passei por um tratamento medicamentoso muito pesado eu acabei me afastando dos meus amigos. Depois, troquei de colégio, onde conheci outra garota. Namoramos por um ano e três meses, terminamos e voltamos 3 vezes, ela perdeu dois filhos meus.
Depois desse limbo, eu consegui me desvencilhar do tratamento, eu tomava 10 remédios por dia e reduzi para 1 (pra dormir, pois tenho insônia). Mudei de cidade e pude sentir uma possibilidade de recomeço, mas eu simplesmente não consigo. Pra ser bem honesto a maior parte desses anos é um borrão pra mim. Me lembro de poucas coisas, mas sei que abri mão de boas oportunidades pra trabalhar e dar dinheiro pro meu pai pagar as dívidas. Já não sou mais chamado pra nada, meus amigos já não me perguntam como eu estou ou tentam conversar comigo, por mais que eu tente. Acho que é natural, por termos nos afastado tanto. Mas eu pude melhorar tanto de 2017 pra cá, e agora, com essa pandemia e eu morando em uma cidade nova onde não conheço ninguém, realmente me deixa com muito medo. Eu queria me reerguer, socializar de novo, viver pelos três anos que passei na cama sedado. Atualmente estou cursando uma faculdade de T.I, e queria muito poder superar todos esses gaps do meu passado, mas sempre que vou dormir lembro de tudo pelo que passei, já não sei mais o que fazer.
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2020.06.07 04:22 BOGMANDIAS Só um pouco do que estou sentindo

Eu já fiz vários desabafos aqui em momentos de raiva e tristeza, mas agora eu estou apenas cansado mesmo. Então vamos as lamentações eu sou fruto de uma gravidez indesejada, meu pai simplesmente não quis nem mesmo me registrar, já minha mãe resolveu ficar comigo, mas mesmo assim nunca me amou, quando eu era criança ela me tratava mal e me fazia até ameaças, não eram ameaças do tipo "o homem do saco vai te pegar", mas sim coisas como "vou te mandar para um colégio interno e você nunca vai voltar a me ver" isso enquanto me mostrava um colégio interno real (ou algo do tipo) com muro cercado por cacos de vidro. Contudo a pior coisa que sofri nesse período foi em relação a minha paternidade, na época ela estava se envolvendo com um homem que ela literalmente me obrigou a chamar de pai, eu até tinha me acostumado a ter um pai, mas isso não durou muito porque ela acabou engravidando dele e desde então ele não quis mais saber dela e nem da sua filha, nisso ela começou a fazer o processo inverso do que tinha feito antes, agora querendo que eu esquecesse que ele era meu pai, isso quando eu tinha apenas 5 anos... Conforme fui envelhecendo as coisas foram ficando mais complicadas porque tive que passar a cuidar da minha irmã a noite para minha mãe trabalhar e ela não me obedecia porque era apenas uma criança e eu não era o pai dela e eu também não era um bom cuidador porque era apenas um adolescente, porém isso não era tão ruim, o ruim era ter que dormir em uma garagem e o pior era ter que sair com ela porque as pessoas sempre me olhavam de maneira estranha e até mesmo perguntavam uma segunda vez nosso grau de parentesco quando eu dizia que era seu irmão, isso porque meu pai diferente do dela era negro. Foi então que eu comecei a me dar conta de que era diferente do resto da minha família (já sabia antes porque tudo que minha família falava do meu pai era que ele era negro ou que eu estava bronzeado e ficaria igual meu pai), era horrível me olhar no espelho e sempre me "lembrar" de um pai que não conheci e não adiantava parar de me olhar no espelho porque meus colegas adoravam fazer piadas com meu cabelo, porque minha mãe falava do meu cabelo, porque o namorado da minha mãe falava que minha pele era escura, porque sempre tinha alguém para me chamar de "bronzeado", "moreno" entre outras coisas. Contudo, eu aprendi a lidar melhor com minha aparência, apesar de não gostar de me parecer com meu pai, eu gosto de ser pardo, gosto de ter a pele mais escura, lábios mais grossos e cabelo crespo. No entanto, isso não bastou para suprir os traumas gerados pela ausência de uma figura paterna na minha vida, isso por causa da minha mãe que quer que eu seja o "homem da casa", sempre que há algum problema "masculino" sou eu que tem que resolver mesmo sem ter aprendido a resolver e quando não posso resolver ela fica frustada por ter que contratar alguém, mas mais uma vez o pior não é isso o pior é ela esperar que eu me forme e passe a sustentar a casa. Não é isso que quero, o que eu quero é ir viver minha vida em outro lugar como se nada tivesse acontecido, claro que se eu puder irei ajudá-la e até mesmo sustenta-la, porém não quero continuar vivendo com ela e nem quero ter essa responsabilidade, aliás acho que estou cansado de ter responsabilidades, queria ter uma vida normal como a dos meu amigos e ex-colegas. Queria não ter que correr atrás das minhas coisas sozinho, uma das piores coisas que tive que fazer foi entrar na universidade sozinho, como estudei em escola pública não estava preparado para o vestibular e tive que fazer cursinho, minha mãe disse que me ajudaria enquanto eu não conseguisse um emprego, mas no primeiro mês estava me chamando de vagabundo, ainda bem que o emprego chegou, mas era tão cansativo estudar e trabalhar ao mesmo tempo (mesmo não sendo novidade porque já tinha feito isso antes no ensino médio) e o emprego pagava tão pouco que para pagar o cursinho eu tinha que ir a pé até o trabalho para economizar com passagem, tudo bem que não era muito longe (menos de 5km), mas eu acho muito humilhante ser pobre, achava humilhante não ter grana para bancar um cursinho meia boca e hoje acho humilhante depender de bolsa auxílio para permanecer na universidade pública. Acabo vivendo sonhando com um futuro onde vou ter uma casa que seja minha de fato, não vou depender da minha mãe ou da universidade pública e vou poder ter liberdade, mas é saudável viver em função do futuro? Pior, é saudável viver em função do futuro e do passado? Eu acho que não, mas não consigo me libertar disso, o ideal seria terapia e a universidade oferece isso, mas agora é bem complicado por causa da quarentena. Ultimamente tenho pensado bastante em suicídio, mas não como antes quando eu apenas tinha o impulso de fazer na hora da raiva, mas de forma planejada, já pensei em remédios, veneno e gás de cozinha, talvez fosse bom acabar com tudo, mas ao mesmo tempo não quero magoar minha mãe, apesar de tudo que ela me fez e de ser obsessiva e controladora, eu amo ela e também não quero traumatizar minha irmã que ainda parece ser feliz, também quero ver no que tudo isso vai dar, mas a cada dia que passa eu fico mais próximo disso. Era só tudo isso que eu queria dizer, só queria desabafar mesmo.
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2020.05.27 08:01 jotaporque primeiro amor verdadeiro, namorada, e relação sexual...

Meus caros, venho aqui na tentativa de não chorar contar brevemente o que estou passando.
Eu namorei uma garota por 1 ano e 3 meses, sendo que somente 7 meses depois de nos conhecermos ela falou para os pais, ela sempre quis manter isso discreto durante esse tempo, nao podíamos segurar muito a mão na rua, ficar em lugares muito abertos, eu só via ela uma vez por semana e as vezes nem isso, pois sempre que os país saiam ou ela tinha um compromisso ela ia e eu ficava só, a nao ser em uma festinha, quermesse, etc. Porém detalhe, ela só contou para os pais dela após ela terminar comigo dizendo que nao era uma pessoa pra namorar, mas mesmo assim me amava, e 1 semana depois veio atras de mim pedindo pra voltar alegando que nao via a sua vida sem mim, etc, obviamente eu apaixonado, voltei e namoramos "normalmente" após isso; ao mesmo tempo quero ressaltar que eu fui bastante insistente neste tempo pedindo para ela contar para os pais, eu coloquei um pouco de pressao, estava doido pra namorar de verdade com ela, não fiz por mal.
Sempre fui romântico clichê, fofo, um toque de melosidade, e eloquente no modo de tratá-la, havia um brilho nos meus olhos quando olhava, porém eu nunca vi o mesmo brilho em seus olhos, tenho a impressao de que ela nao conseguia nem olhar por 1 mimuto em mim sem desviar o olhar. Ela desde o começo falava para eu não fazer dela o meu mundo, porém eu fiz, pois ela sofria com baixa autoestima, inseguranças, medo, e eu sempre apoiei (durante aqueles 7 meses) e dei 100% de mim à ela.
Enfim, depois do primeiro término eu percebi que ela era uma pessoa extremamente orgulhosa ao ponto de as vezes só pedir desculpas quando eu pedia também, nao somente isso como eu tinha que pedir pra ela dar desculpas também. Percebi que ela não me priorizava quanto eu priorizava ela, eu nunca deixei de ficar uma semana por compromisso ou rolê meu, até com meus pais eu chegava a desmarcar, que numa discussão ela quando ficava estressada simplesmente sumia e me deixava de mãos abanando querendo resolver o problema, até eu pedir desculpas, e no maximo se eu desse gelo ela falava "vai ficar por isso mesmo?". Percebi que ela menozpresava meus sonhos, e que em quase todas as situações acima ela falava uma das 3 coisas como justificativa, que eu estava impondo e ela nao gostava disso, que eu estava jogando na cara erros do passado, e erros em geral, e que eu estava querendo mandar ou mudar ela, e falava "esse é o meu jeito".
E é ai que começei a pedir para ela mudar (na verdade até antes pedia mas nao era tanto motivo de briga assim, enfim, daí o motivo das brigas), e ela mudou do começo para este ponto, pois começou a fazer o mínimo, que seria demonstrar, mas ainda sim pedia pra ela ser mais recíproca, pra ela me escutar mais, me respeitar mais (houve uma vez que ela falou na minha cara que nao se sentia protegida por mim), pra ela me priorizar mais, pra ela parar de ser orgulhosa, enfim eu forcei a barra nesses quesitos, mas era por que eu me sentia infeliz com as atitudes dela em relação à mim, e como eu amava muito ela e estava apaixonado sentindo uma coisa indescritível, uma paz, não queria perder ela. Quero ressaltar que depois de todas as brigas, conversávamos pessoalmente, e ela chorava e dizia que iria mudar e que nao queria me perder, que me amava e me abraçava, isso quando estavamos a ponto de terminar, dizia que ia mudar, mas não mudava, eu acho que sou muito exigente tambem, não sei ao certo em o quê acreditar.
Eu fiz erros sim, fui realmente mandão, abusivo, chantageador e joguei na cara algumas vezes, fiz mal algumas vezes, mas eu sempre fui bom, toda vez que ia na casa dela eu levava uma florzinha, talvez um chocolate, fazia uma declaração, demonstrava querer ver ela toda semana, todo dia, perguntava do dia, dos planos, eu literalmente caçava ela. Portanto acho que meus erros foram, idealizar, amar e querer ser amado e cobrar demais, assim me demonstrei frágil, desgastei, cansei.
Bom para finalizar a ópera, eu não sei como terminar, só sei dizer que têm 2 meses que terminamos, ela fazia coisas por mim também, mas só em datas comemorativas como mês-versario de namoro, meu aniversário, ou quando fomos a praia juntos. Eu não sei em o que acreditar, se ela me amou, ou nao amou tanto que eu pensei, ou não me amou de verdade.
O termino ocorreu de forma muito ruim, 2 semanas antes do término tinhamos ficados 2 semanas sem se ver, por que ela ia em uma festa com a familia e uma formatura, e eu na minha rotina, numa terça tive que dar um puta corre para podermos se ver, comprei vinho barato, foi um super dia legal. Porém depois eu iniciei a discussão, sobre ficar 2 semanas sem se ver, que a minha rotina é apertada, propus nos vermos de semana, e o fim de semana ela tava livre pra ir com os pais (o que custava me chamar para ir junto? ou não ir uma vez ou outra? formaturau até entendo, pois era do melhor amigo dela), ela resistiu como sempre, falou e falei coisas que não lembro, só lembro que ficamos 2 dias discutindo e inclusive fizemos 1 ano e 3 meses discutindo, e ela falou "olha essa discussao tá apontando pra uma coisa e você sabe qual é", e eu lembro que prometi pra mim mesmo que a próxima vez que ela me ameaçasse de término ou que chegasse num ponto de quase, que eu iria terminar, dito e feito, terminei alegando nossas diferenças como principal ponto.
3 dias depois ela tentou voltar comigo falando para mudar por definitivo, eu falei que deveriamos esperar para o "dia da conversa" para decidir nosso futuro, porém numa terça ela me chama e fala que quer decidir já, eu falei que achava melhor continuar assim, entre outras coisas, ela nem relutou, não falou nada, só falou "concordo contigo". O ponto é que uns 3 dias depois eu mudei minha opinião e tentei voltar, ela falou que não, que não quer mudar, que nao queria passar por tudo aquilo de novo, tentamos manter contato depois disso mas só lembro que falamos coisas muito ruins uns para os outros, inclusive ela falou que eu destrui o pscioclogico dela com proibições (sendo que eu nunca proibi de nada), cobranças (okay, isso talvez mas eram coisas tão simples, eu acho), e comentários (eu nunca falei mal dela, nem de qualquer modo no relacionamento), e eventualmente paramos de nos falar em questão de 1 semana e meia. Foi quando eu descobri que 2 semanas após o término ela já estava falando de namoro com uma pessoa numa rede social (eu tinha bloqueado ela), e que inclusive postou seu número de celular no meio da rede social, fiquei insano e descarreguei muito ódio e energia ruim nela, mas não xinguei, e também pedi todos os presentes que dei pra ela de volta, até de aniversário, a aliança, o potinho com coisas fofas, uma meia, tudo, peguei todas as roupas que ela me deu e devolvi também. Enfim ela me bloqueou, peguei as coisas de volta, coloquei em um saco as coisas que eu dei pra ela e as coisas que ela me deu (potinho, desenho meu, etc) e martelei tudo e postei em um status. Após isso me senti muito mal, pedi desculpas à ela, e até agora nao nos falamos mais, inclusive estou até namorando uma menina nova, pois já que ela estava com papo torto, eu também decidi estar, e o meu deu certo aparentemente, mas não 2 semanas depois.
Desculpem o texto longo, mas eu não sei o que sentir, ao mesmo tempo me sinto culpado por ter desgastado ela pedindo, manipulado (por sexo, o qual nos dávamos muito bem, e mentalmente), não amado, que vivi uma mentira, remorso, ódio, amor, perdão, hipócrita, sujo, que coloquei muita expectativa, que na verdade estava tudo bem e eu estava problematizando e reclamando de tudo, eu só queria a mesma intensidade que eu estava tratando ela.
Eu não sou uma pessoa ruim, sempre tentei ser a melhor versão de mim, me deixa muito mal ver que tive determinada reaçao, atitude, não quero ser odiado pela pessoa que mais amei, só queria ser feliz. Mas ao mesmo tempo fico mal de ver que fui tratado mal e não recebi o que eu merecia.
Eu estava tão apaixonado, e eu simplesmente nunca consegui saber ao certo se ela também estava da mesma forma com o fogo dentro de si, levando a sério o namoro e pensando junto comigo, talvez por puro orgulho, mas nem isso eu tenho como saber direito pois aparentemente ela não se conhece tão bem quanto eu a conheço.
Quero poder um dia chamar ela na praça, e simplesmente dar, e receber o perdão, deixar as coisas bem resolvidas, talvez, tentar de novo com uma cabeça mais madura, um abraço reconfortante, um beijo longo, um olhar fixo, sem ódio ou amargura, nunca fui de fazer mal à alguém.
De uma coisa eu tenho certeza, eu senti, todos os sentimentos possíveis com alguém, um caminhão de sensações passou por mim, não sei se foi a mesma coisa com ela.
Quem leu até aqui muito obrigado, eu sou novo no reddit e ao escrever esse texto eu estou melhor, coloquei um pouco meus pensamentos e indagações em ordem.
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2020.03.14 02:11 YnosGear Simplesmente saudade

Eu simplesmente estou passando pelo momento mais escroto da minha vida, sinto falta de alguém que provavelmente nunca me amou ... E fico tão feliz em ver ela feliz ... Mesmo que com outra pessoa isso me encheu de alegria ... Tive um ótimo dia de vdd sem ironia nem nada quando vi q ela tava com outra pessoa, mas agr eu cheguei em casa e tô pra ir dormir e tudo q eu sinto é saudade ... Gosto tanto desta pessoa e é tão bom ver ela feliz mas agora me sinto insuficiente e simplesmente não tenho nada que me diga ao contrário ... Eu estou desmotivado solitário e cada dia está sendo um dia mais cinza que o outro ... As vzzs acho que só seria mais fácil desaparecer pra sempre ... E nem estou falando isso por causa da pessoa ... E sim pq eu me sinto um peso pras pessoas a minha volta ... Tá complicado e eu não sei mais o que fazer 😪
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2020.02.01 05:26 SD_Miguel2000 Estraguei a vida de uma garota...

Por quase dois dois tive um relacionamento com uma garota,nos primeiros meses era ótimo nosso relacionamento,conversávamos sobre tudo. Mas eu não sei... de uns tempos depois vi que fomos se distanciando e tínhamos muitas brigas,e o amor que sentíamos lá no início foi virando algo possessivo,mais não sentíamos mais amor e sim apego(Na minha parte)... E infelizmente eu que estraguei nosso namoro...Eu não gostava que ela saísse com amigos dela,pq achava que ela ia se divertir mais com eles do que cmg(eu sei...é doentio,Mas era nosso primeiro namoro e eu tinha medo de perdê-la)...e com isso tínhamos várias brigas,até que chegou num ponto que ela só estava cmg a força sabe? Sentia que ela não queria mais,mas eu fui egoísta e insisti,até que em dezembro de 2019 terminamos,eu não aceitei muito bem o término,mas pelo que vi ela aceitou,pq depois de umas semanas ela estava namorando com um amigo dela,e eu não sabia disso,só fui saber depois de um tempo de término, e quando ela me falou ela me falou de um jeito que sla me machucou muito,e fiz uma merda que foi xingar ela de tudo quanto é coisa.... sei que fui imaturo e sei que não tínhamos mais nada,uma parte de mim tinha aceito e outra parte não. Eu ainda sonhava que íamos voltar kk,eu ainda amava aquela garota mas ela não sentia mais o mesmo por mim,eu fui trouxa,eu tinha tantas oportunidades de melhorar e consertar tudo enquanto ainda dava, mas não, eu deixei meu orgulho falar mais alto falando" tá tudo bem,não tem que mudar",mas eu tinha.... Aí depois daquela minha crise de ciúmes eu bloqueei ela,e ficou por assim por um tempo,até q eu não aguento e desbloqueio ela e mando mensagem(isso aconteceu várias vezes) até que ela me fala ela fez de tudo pra eu melhorar,pra eu me sentir bem,pra vivermos bem juntos,ela lutou por quase dois anos pra me ver bem,mas o trouxa aqui não mudava nunca.... ela sempre avisava que não sabia mais oq fazer pra me ver bem.... E eu não prestava atenção porque estava ocupado demais preocupado com meu orgulho....Eu me odeio muito,pq perdi uma garota que me amou de verdade e me apoiou em tudo,e perdi ela por um erro meu,que eu deveria ter mudado... as últimas palavras que ela me disse antes de me bloquear foi," não quero mais falar com você, não me mande mais mensagens,porque sempre q vc volta vc me dá um jeito de me magoar,você estragou minha vida"..... Eu só queria ter uma oportunidade de pedir perdão a ela...me arrependo tanto de muita coisa....quando ela precisou de ajuda ou precisou desabafar e escutar um "vai ficar tudo bem", eu não ajudei ela pq eu achava que meus problemas era maiores que o dela.... Eu sei que vão me achar um babaca eu sei,também acho que sou um babaca,mas.....fiz uma pessoa que me amou de verdade,me odiar pra sempre... fui um monstro pra ela,e se eu tivesse uma oportunidade de dizer que eu me arrependo pra ela,de me desculpar,eu ficaria feliz...Ou ao menos tiraria esse peso de mim,eu nunca irei me perdoar pelo oq fiz pra ela...por minha culpa ela se afastou de amigos e de familiares...ela estava infeliz e eu nunca prestei atenção nisso..... foi o pior primeiro namoro que nós pudemos ter...e preciso .melhorar muito,porque conheci outra garota e não quero magoar ela é estragar a vida dela,então vcs acham que devo seguir esse meu novo relacionamento ou não?
Ps:Eu sei que fui um babaca reconheço isso!
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2019.12.16 09:08 assistabacurau Como sair de uma história de traição?

Criei uma conta pra falar desse problema e gostaria muito que fosse lido todo esse livro que escrevi.
TL/DR: Traí minha esposa e acabamos nos afastando por um tempo. Minha amante não gostava de mim mas fazia uma luta de ego pra se ver como prioridade na minha vida e por sorte enxerguei isso rápido (apesar de sofrer muito). Voltei pra minha esposa mesmo com a ctz que não gostava dela, mas a mulher que eu gostava não teria como estar com ela então segui a vida. Comecei a ter um caso com uma pessoa que eu teria até vergonha de ser visto ao lado dela, mas temos uma enorme conexão sexual. Não sei oq fz. . Sou casado há 15 anos, tenho uma filha de 10 e criei como pai uma entrada que hoje tem 21. Digamos que por anos fui aquele marido meio submisso que só trabalhava e quando queria propor uma viagem, minha entrada escolhia ou minha esposa. Eu só participava do pagamento. Por muitas vezes eu sentia que não estava em família, que por minha entrada não me respeitar como pai e minha esposa não fazer questão (pra não parecer que estou tentando tomar o lugar do pai dela que faleceu), minha filha começou à imitar as atitudes da irmã e eu não tinha voz ativa. Minha esposa saiu do trabalho, que não rendia muito, e eu sozinho me virava pra bancar a vida de 3 pessoas nos mais altos padrões luxuosos. Me vi varias vezes desesperado pq não conseguiria clientes pra fechar as contas do mês e enquanto isso minha esposa que não trabalha, pretendendo contratar mais uma empregada pra nossa casa, pq as amigas delas toda tinham duas faxineiras e uma cozinheira. Minha enteada na sua fase adolescente sendo um lixo humano, minha filha cada dia mais mimada, a ponto de gritar comigo por besteira. . Minha esposa percebeu minha estafa mental e resolveu me presentear no natal de 2017 com uma semana num retiro espiritual. Resumindo: não me ajudou em nada mas conheci uma pessoa que comecei a me envolver. Porém eu não sabia como me afastar da minha vida de casado e iniciar um relacionamento com uma pessoa 15 anos mais nova. Foi tudo muito rápido e no fim de 2018, após uma briga, contei o acontecido pra minha esposa e nos “separamos”. Passei um mês na casa da minha mãe e numa vida perfeita com minha, até então, namorada. Porém decidi com minha esposa que por conta da nossa filha faríamos uma separação gradual, não contaríamos do término, primeiro eu iria me ausentar de casa aos poucos, ela passaria uns dias comigo outros com a mãe e aí contaríamos. . Eis que minha namorada, que compreendo por ser mais nova e mais imatura, odiou isso e resolveu tirar satisfação com minha esposa, sem me falar, foi na casa que morávamos exigir coisas. Não gostei e me afastei um pouco, momento que minha esposa se mostrou entender os erros dela e voltamos. Não foi perfeito e fiquei muito tempo sofrendo por minha “namorada”. Passou... Não amo minha esposa, pra mim ela é uma amiga e basicamente eu estava na situação de “a mulher que gosto é imatura e infelizmente não posso estar com ela sem machucar outras pessoas que amo (minha filha) e respeito (minha esposa)”. . Tudo chato e normal como sempre, eis que um dia minha esposa foi pra um encontro com as amigas do colégio e eu fui no almoço de aniversário de um primo, foi na casa dele e só tinham familiares nossos... umas 15 pessoas no máximo e todas da família, minha mãe e meus irmãos estavam e tudo bem. A sobrinha da esposa dele (vamos chamar de chata), tem 26 anos. Nunca tive qualquer tipo de sentimento ou atração por ela, achava até meio inconveniente e mal educada as vezes mas ela era bem irrelevante. Na hora que eu estava saindo da casa dele, peguei o elevador com ela e por educação (torcendo pra ela não aceitar) perguntei se ela queria carona até algum local e ela aceitou. A gente foi parar no apartamento dela. Claramente não sou alguém que faz o tipo dela e muito menos ela o meu, essa coisa toda aconteceu pq eu tava bebado e ela dopada de droga (segundo ela, ela não consegue estar em eventos sociais sem se entupir de maconha e uma dose baixa de lsd), tanto em personalidade tanto fisicamente, ela é o tipo de pessoa que eu repudio e imagina que o inverso também é verdadeiro. O foda é que por mais que não sinta um pingo de sentimento, é a única pessoa que parece que quer estar transando comigo, não é como minha esposa que mal se mexe e meio que só faz por uma obrigação, ou minha namorada que parecia que gostava do fato de eu “me esforçar” por ela ser nova (fodase sou desse tipo de cara) e isso alimentava o ego dela... essa “chata” não, ela quer estar ali e eu sinto isso, apesar de quando me vê pessoalmente em ocasiões sociais, ela age como se eu não existisse, como se pra ela eu só fosse algo sexual e nossa antipatia fora da cama se mantivesse. Ela se quer fica sem graça com minha esposa por perto, ela se quer me olha estranho ou parece ter conexão comigo. Já fazem 6 meses isso e nunca comemos algo juntos, eu sou o cara romântico e que gosta de coisas luxuosas e de proporcionar isso pra pessoa se sentir especial, ela nunca me deu essa abertura, chego na casa dela, transamos, dormimos, acordamos e ela sempre “tem um lugar urgente pra ir” e eu vou embora antes que ela volte. Eu não sei se quero entrar nisso, eu não sei se quero sair, eu não sei se sou um canalha ou se isso é a minha maneira de aturar meu casamento de merda que não tenho coragem de terminar. Não me vejo num futuro com ela, muito menos me vejo como o parceiro dela, mas não me vejo deixando essa porra de sexo incrível que só ela proporciona. Eu me sinto um virgem todas as vezes... e ela não é um padrão de mulher fatal ou super gostosa, é só uma mina magrinha flácida, que eu desconfiava ser lésbica (usa só moletom e jeans), feministazinha, nerd, drogada e irritante. . Sinto um pouco de culpa pelo meu casamento mas acho que minha esposa nunca gostou de mim e sim da segurança financeira que dou além de ter aceito a filha dela, as duas são pessoas de opiniões fortes e complicadas... hoje vejo que durante nosso relacionamento eu só servi de substituto pro homem que ela sempre amou (o falecido pai da filha). Tanto que ela admitiu os erros dela no nosso casamento, voltamos e ela é o mesmo lixo, só não me afeto tanto. . É um textão mas eu queria ajuda, nem sei que rumo tomar nessa merda. . Entendam também que estou num contexto familiar conservador e tradicional, sou bisneto de um ex prefeito de SP, filho de um diretor de uma das faculdades da USP e de uma escritora famosa. Imaginem a pressão de se manter um casamento numa família onde até o momento só houveram 3 separações nos últimos 40 anos.
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2019.12.14 15:59 m00n_0 Amizade com ex

Terminei eu namoro há cerca de cinco meses e desde então venho (tentando) manter uma amizade com a minha ex. O problema, é que não é recíproco. Não acho que superar términos rápidos seja uma coisa ruim, insensível ou demonstrativo que nunca houve amor no relacionamento, mas a minha ex pensa que sim. Como eu superei e segui em frente extremamente rápido, diariamente ela me bombardeia com mensagens como “Você realmente gostava de mim? Você estava confusa. Você nunca me amou. Você não sabe o que sente. Eu nunca fui importante. Você já está com outra pessoa? Você gosta de outra pessoa?”. É extremamente cansativo ser questionada e invalidada sempre. Eu tento ser madura e compreensiva, apoiar quando ela fica mal e chora pelo nosso término. Tento não julgar e não desmerecer a dor. Contudo, como eu assumi o papel de madura, ela assumiu o infantil, sempre fazendo birra sendo controladora e voltando nesse mesmo assunto pra dizer que eu sou péssima por ter terminado com ela. Eu não consigo ser grossa justamente por tentar ter empatia pelos sentimentos dela, então ela passou a despejar todas as frustrações em cima de mim, me culpando. Eu acabei me deixando levar e realmente me sinto uma péssima pessoa na maior parte do tempo. Não tenho sequer coragem de olhar pra outras pessoas mesmo estando solteira justamente por medo da reprovação dela e das brigas que isso pode desencadear. Eu não sei o que fazer. Tento insistir um pouco mais na amizade esperando que ela supere (apoiando, entendendo que ela vai ter altos e baixos), ou me afasto gradualmente pra tentar me priorizar?
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2019.08.18 05:20 ddalaz Não sei o que fazer

A pouco tempo entrei no Reddit e descobri essa comunidade, confesso que no começo eu me sentia sozinho porém vendo que existe pessoas que passam pelas mesma coisas da vida na qual eu passo me fez querer postar isso (desculpem o texto enorme). Eu tenho 20 anos, nesse tempo minha única conquista foi o ensino médio, pra falar a verdade nunca achei que iria passar dos 16 anos. Sempre tive uma auto-estima horrível e constantes crises de depressão e pensamentos de suicídio. Minhas relações familiares são inexistentes, nunca tive uma relação boa com meus pais a ponto de muitas vezes acabar em agressões e ameaças de mortes, aos 10 anos eu perdi minha mãe (suicídio) ambos meu pai e eu presenciamos, o que me traumatizou foi que na época minha mãe achava que meu pai traia ela com a melhor amiga, e realmente ele fazia isso, acho que o ponto final na relação deles foi quando conversaram(até hoje nunca soube o que falaram) e no mesmo dia ela decidiu que era melhor terminar com a vida dela, eu me arrependo até hoje de não poder estar lá para ela, não poder dizer que eu a amava de certa maneira, de não ter dado o carinho que ela merecia. Me lembro que no necrotério e enterro ele gritava que sempre a amou e nunca a traiu no mesmo dia peguei uma mensagem da amiga da minha mãe no celular dele. Depois disso meu pai decidiu que iria vender nossa casa, fomos morar com uma tia nossa ela sempre me tratava como empregado, muitas vezes tinha que ir a bares comprar bebida, mercado, fazer comida e até lavar roupas que não eram minhas. Me lembro bem quase todos os finais de semanas eles compravam comida e se escondiam no quarto para comer e se eu comprasse algo eu tinha que dividir pois se eles soubessem dava merda pra mim, quando eu falava pro meu pai o que ela fazia ele somente falava "e daí" e ou "tá bom para de me encher o saco" eu dormia no sofá da sala pois não havia quarto pra mim ficamos nisso por quase 3 anos. Quando decidimos sair da casa da minha tia, ela brigou comigo por que de acordo com ela eu era super bem tratado e tava colocando minhoca na cabeça dele. Arranjamos uma nova casa, mas com um brinde uma madrasta (ex amiga da minha mãe) ela me tratava super bem, porém foi assim durante um tempo, nossa relação é instável certos momentos bons e outros ruins. Quando fiz 18 anos, nossa relação mudou completamente fui taxado de vagabundo, folgado e todas as coisas possíveis até arranjar um emprego.. quando finalmente arranjei(UFA), durou 1 ano no qual minha saúde mental era nula, sem ninguém pra desabafar, sem alguém pra conversar, a única pessoa que me estendeu a mão foi meu irmão e mesmo assim só porque tentei suicídio pois até lá ele não ligava. O que eu quero passar é que em todo esse tempo, minha mente acabou se tornando cada vez mais instável... Todo dia é um pensamento de suicídio, da culpa que carrego. Ja tentei procurar coisas para tentar tirar isso da minha mente como, fazer academia, procurar ajuda medica e mesmo assim o pensamento continua. O que mais pesa na minha mente é o fato de que estou estagnado na vida, aprendi a arranhar o japonês e inglês, eu vejo pessoas da minha idade e até mais jovens se graduando e até fazendo pós e eu estagnado com minha vida sendo medíocre e não fazendo nada contra isso, pois na minha mente eu vou terminar com minha vida a qualquer momento então pra que perde tempo... Enfim fiquei tanto tempo no meu limbo, no meu mundinho, que agora eu só vejo cada vez mais a escuridão me abraçando, hoje eu me pego pensando será que me matar vai mudar alguma coisa?
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2019.07.18 19:18 altovaliriano O Clube das Senhoras Mortas

Link: https://bit.ly/2JFSJ6B
Autor: Lauren (autodescrita como "dona de pre-gameofthrones e asoiafuniversity")

“Senhoras morrem ao dar à luz. Ninguém canta canções sobre elas.”
O Clube das Senhoras Mortas é um termo que eu inventei por volta de 2012 para descrever o Panteão de personagens femininas subdesenvolvidas em ASOIAF a partir da geração anterior ao início da história.
É um termo que carrega críticas inerentes a ASOIAF, que esta postagem irá abordar, em um ensaio dividido em nove partes. A primeira, segunda e a terceira parte deste ensaio definem o termo em detalhes. As seções subsequentes examinam como essas mulheres foram descritas e por que este aspecto de ASOIAF merece críticas, explorando a permeabilidade da trope das mães mortas na ficção, o uso excessivo de violência sexual ao descrever estas mulheres e as diferenças da representação do sacrifício masculino versus o sacrifício feminino na narrativa de GRRM.
Para concluir, eu afirmo que a maneira como estas mulheres foram descritas mina a tese de GRRM, e ASOIAF – uma série que eu considero como sendo uma das maiores obras de fantasia moderna – fica mais pobre por causa disso.
*~*~*~*~
PARTE I: O QUE É O CLUBE DAS SENHORAS MORTAS [the Dead Ladies Club]?
Abaixo está uma lista das mulheres que eu pessoalmente incluo no Clube das Senhoras Mortas [ou simplesmente CSM]. Esta lista é flexível, mas é geralmente sobre quem as pessoas estão falando quando falam sobre o CSM [DLC, no original]:
  1. Lyanna Stark
  2. Elia Martell
  3. Ashara Dayne
  4. Rhaella Targaryen
  5. Joanna Lannister
  6. Cassana Estermont
  7. Tysha
  8. Lyarra Stark
  9. A Princesa Sem Nome de Dorne (mãe de Doran, Elia, e Oberyn)
  10. Mãe sem Nome de Brienne
  11. Minisa Whent-Tully
  12. Bethany Ryswell-Bolton
  13. EDIT – A Esposa do Moleiro - GRRM nunca deu nome a ela, porém ela foi estuprada por Roose Bolton e deu à luz a Ramsay
  14. Eu posso estar esquecendo alguém.
A maioria do CSM é composta de mães, mortas antes de a série começar. Deliberadamente, eu uso a palavra "panteão" quando estou descrevendo o CSM, porque, como os deuses da mitologia antiga, estas mulheres normalmente exercem grande influência ao longo da vida de nossos atuais POVs e sua deificação é em grande parte o problema. As mulheres do CSM tendem a ser fortemente romantizadas ou fortemente vilanizadas pelo texto; ou em um pedestal ou de joelhos, para parafrasear Margaret Attwood. As mulheres do CSM são descritas por GRRM como pouco mais do que fantasias masculinas e tropes batidos, definidas quase que exclusivamente por sua beleza e magnetismo (ou falta disso). Elas não têm qualquer voz própria. Muitas vezes elas sequer têm nome. Elas são frequentemente vítimas de violência sexual. Elas são apresentadas com pouca ou nenhuma escolha em suas histórias, algo que eu considero como sendo um lapso particularmente notório quando GRRM diz que são nossas escolhas que nos definem.
O espaço da narrativa que é dado a sua humanidade e sua interioridade (sua vida interior, seus pensamentos e sentimentos, à sua existência como indivíduos) é mínimo ou inexistente, que é uma grande vergonha em uma série que foi feita para celebrar a nossa humanidade comum. Como posso ter fé na tese de ASOIAF, que as vidas das pessoas "tem significado, não sua morte", quando GRRM criou um círculo de mulheres cujo principal, se não único propósito, era morrer?
Eu restringi o Clube das Senhoras Mortas às mulheres de até duas gerações atrás porque a Senhora em questão deve ter alguma conexão imediata com um personagem POV ou um personagem de segundo escalão. Essas mulheres tendem a ser de importância imediata para um personagem POV (mães, avós, etc.), ou no máximo elas estão a um personagem de distância de um personagem POV na história principal (AGOT - ADWD +).
Exemplo #1: Dany (POV) – > Rhaella Targaryen
Exemplo #2: Davos (POV) – > Stannis – > Cassana Estermont
*~*~*~*~
PARTE II: "E AGORA, DIGA O NOME DELA."
Lyanna Stark, "linda e voluntariosa, e morta antes do tempo". Sabemos pouco sobre Lyanna além de quantos homens a desejaram. Uma figura tipo Helena de Troia, um continente inteiro de homens lutou e morreu porque "Rhaegar amou sua Senhora Lyanna". Ele a amava o suficiente para trancá-la em uma torre, onde ela deu à luz e morreu. Mas quem era ela? Como ela se sentiu sobre qualquer um desses eventos? O que ela queria? Quais eram suas esperanças, seus sonhos? Sobre isto, GRRM permanece em silêncio.
Elia Martell, "gentil e inteligente, com um coração manso e uma sagacidade doce." Apresentada na narrativa como uma mãe e uma irmã morta, uma esposa deficiente que não poderia dar à luz a mais filhos, ela é definida unicamente por suas relações com vários homens, com nenhuma história própria além de seu estupro e assassinato.
Ashara Dayne, a donzela na torre, a mãe de uma filha natimorta, a bela suicida, não temos quaisquer detalhes de sua personalidade, somente que ela foi desejada por Barristan o Ousado e Brandon ou Ned Stark (ou talvez ambos).
Rhaella Targaryen, Rainha dos Sete Reinos por mais de 20 anos. Sabemos que Aerys abusou e estuprou para conceber Daenerys. Sabemos que ela sofreu muitos abortos. Mas o que sabemos sobre ela? O que ela achou do desejo de Aerys de fazer florescer os desertos dorneses? O que ela passou fazendo durante 20 anos quando não estava sendo abusada? Como ela se sentiu quando Aerys mudou a corte de Rochedo Casterly por quase um ano? Não temos respostas para qualquer uma dessas perguntas. Yandel escreveu todo um livro de história de ASOIAF fornecendo muitas informações sobre as personalidades e peculiaridades e medos e desejos de homens como Aerys e Tywin e Rhaegar, então eu conheço quem são esses homens de uma forma que não conheço as mulheres no cânone. Não acho que seja razoável que GRRM deixe a humanidade de Rhaella praticamente em branco quando ele teve todo O Mundo de Gelo e Fogo para detalhar sobre personagens anteriores a saga, e ele poderia facilmente ter escrito uma pequena nota lateral sobre a Rainha Rhaella. Temos uma porção de diários e cartas e coisas sobre os pensamentos e sentimentos de rainhas medievais do mundo real, então por que Yandel (e GRRM) não nos informaram um pouco mais sobre a última rainha Targaryen nos Sete Reinos? Por que nós não temos uma ilustração de Rhaella em TWOIAF?
Joanna Lannister, desejada por ambos um Rei e um Mão do Rei e feita sofrer por isso, ela morreu dando à luz Tyrion. Sabemos do "amor que havia entre" Tywin e Joanna, mas detalhes sobre ela são raros e distantes. Em relação a muitas destas mulheres, as escassas linhas no texto sobre elas deixam frequentemente o leitor a perguntar, "bem, o que exatamente isso que dizer?". O que exatamente significa que Lyanna fosse voluntariosa? O que exatamente significa que Rhaella fosse consciente de seu dever? Joanna não é exceção, com a provocativa (ainda que frustrantemente vaga) observação de GRRM de que Joanna "governava" Tywin em casa. Joanna é meramente um esboço grosseiro no texto, como um reflexo obscuro.
Cassana Estermont. Honestamente eu tentei recordar uma citação sobre Cassana e percebi que não houve qualquer uma. Ela é um amor afogado, a esposa morta, a mãe morta, e não sabemos de mais nada.
Tysha, uma adolescente que foi salva de estupradores, apenas para sofrer estupro coletivo por ordem de Tywin Lannister. O paradeiro dela tornou-se algo como um talismã para Tyrion em ADWD, como se encontrá-la fosse libertá-lo da longa e negra sombra de seu pai morto, mas fora a violência sexual que ela sofreu, não sabemos mais nada sobre essa garota humilde exceto que ela amava um menino considerado pela sociedade westerosi como indigno de ser amado.
Quanto a Lyarra, Minisa, Bethany e as demais, sabemos pouco mais que seus nomes, suas gravidezes e suas mortes, e de algumas não temos sequer nomes.
Eu por vezes incluo Lynesse Hightower e Alannys Greyjoy como membras honorárias, apesar de que, obviamente, elas não estejam mortas.
Eu disse acima que as mulheres do CSM ou são postas em um pedestal ou colocadas de joelhos. Lynesse Hightower se encaixa em ambos os casos: foi-nos apresentada por Jorah como uma história de amor saída direto das canções, e vilanizada como a mulher que deixou Jorah para ser uma concubina em Lys. Nas palavras de Jorah, ele odeia Lynesse, quase tanto quanto a ama. A história de Lynesse é definida por uma porção de tropes batidas; ela é a “Stunningly Beautiful” “Uptown Girl” / “Rich Bitch” “Distracted by the Luxury” até ela perceber que Jorah é “Unable to support a wife”. (Todos estes são explicados no tv tropes se você quiser ler mais.) Lynesse é basicamente uma encarnação da trope gold digger sem qualquer profundidade, sem qualquer subversão, sem aprofundar muito em Lynesse como pessoa. Mesmo que ela ainda esteja viva, mesmo que muitas pessoas ainda vivas conheçam-na e sejam capazes de nos dizer sobre ela como pessoa, elas não o fazem.
Alannys Greyjoy eu inclui pessoalmente no Clube das Senhoras Mortas porque sua personagem se resume a uma “Mother’s Madness” com pouco mais sobre ela, mesmo que, novamente, não esteja morta.
Quando eu incluo Lynesse e Alannys, cada região nos Sete Reinos de GRRM fica com pelo menos uma do CSM. Foi uma coisa que se sobressaiu para mim quando eu estava lendo pela primeira vez – quão distribuídas estão as mães mortas e mulheres descartadas de GRRM, não é só em uma Casa, está em todos os lugares da obra de GRRM.
E quando digo "em toda a obra do GRRM," eu quero dizer em todos os lugares. Mães mortas em segundo plano (normalmente no parto) antes de a história começar é um trope que GRRM usa ao longo de sua carreira, em Sonho Febril, Dreamsongs e Armageddon Rag e em seus roteiros para TV. Demonstra falta de imaginação e preguiça, para dizer o mínimo.
*~*~*~*~
PARTE III: QUEM NÃO SÃO ELAS?
Mulheres históricas e mortas há muito tempo, como Visenya Targaryen, não estão incluídas no Clube das Senhoras Mortas. Por que, você pergunta?
Se você for até o americano comum na rua, provavelmente será capaz de lhe dizer algo sobre a mãe, a avó, a tia ou alguma outra mulher em suas vidas que seja importante para eles, e você pode ter uma ideia sobre quem eram essas mulheres como pessoas. Mas o americano médio provavelmente não poderá contar muito sobre Martha Washington, que viveu séculos atrás. (Se você não é americano, substitua “Martha Washington” pelo nome da mãe de uma figura política importante que viveu há 300 anos. Sou americana, então este é o exemplo que estou usando. Além disso, eu já posso ouvir os nerds da história protestando - sente-se, você está nitidamente acima da média.).
Da mesma forma, o westerosi médio deve (misoginia à parte) geralmente ser capaz de lhe dizer algo sobre as mulheres importantes em suas vidas. Na história da vida de nosso mundo, reis, senhores e outros nobres compartilharam ou preservaram informações sobre suas esposas, mães, irmãs e outras mulheres, apesar de terem vivido em sociedades medievais extremamente misóginas.
Então, não estou falando “Ah, meus deus, uma mulher morreu, fiquem revoltados”. Não é isso.
Eu geralmente limito o CSM às mulheres que morreram recentemente na história westerosi e que tiveram suas humanidades negadas de uma maneira que seus contemporâneos do sexo masculino não tiveram.
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PARTE IV: POR QUE ISSO IMPORTA?
O Clube da Senhoras Mortas é formado por mulheres de até duas gerações passadas, sobre as quais devemos saber mais, mas não sabemos. Nós sabemos pouco mais além de que elas tiveram filhos e morreram. Eu não conheço essas mulheres, exceto através do fandom transformativo. Eu conheci muito sobre os personagens masculinos pré-série no texto, mas cânone não me dá quase nada sobre essas mulheres.
Para copiar de outra postagem minha sobre essa questão, é como se as Senhoras Mortas existissem na narrativa do GRRM apenas para serem abusadas, estupradas, parir e morrer para mais tarde terem seus semblantes imutáveis moldados em pedra e serem colocadas em pedestais para serem idealizadas. As mulheres do Clube das Senhoras Mortas não têm a mesma caracterização e evolução dos personagens masculinos pré-série.
Pense em Jaime, que, embora não seja um personagem pré-série, é um ótimo exemplo de como o GRRM pode usar a caracterização para brincar com seus leitores. Começamos vendo Jaime como um babaca que empurra crianças de janelas (e não me entenda mal, ele ainda é um babaca que empurra crianças para fora das janelas), mas ele também é muito mais do que isso. Nossa percepção como leitores muda e entendemos que Jaime é bastante complexo, multicamadas e cinza.
Quanto a personagens masculinos mortos pré-série, GRRM ainda consegue fazer coisas interessantes com suas histórias, e transmitir seus desejos, e brincar com as percepções dos leitores. Rhaegar é um excelente exemplo. Os leitores vão da versão de Robert da história, de que Rhaegar era um supervilão sádico, à ideia de que o que quer que tenha acontecido entre Rhaegar e Lyanna não foi tão simples como Robert acreditava, e alguns fãs progrediam ainda mais para essa ideia de que Rhaegar era fortemente motivado por profecias.
Mas nós não temos esse tipo de desenvolvimento de personagens com as Senhoras Mortas. Por exemplo, Elia existe na narrativa para ser estuprada e morrer, e para motivar os desejos de Doran por justiça e vingança, um símbolo da causa dornesa, um lembrete da narrativa de que são os inocentes que mais sofrem no jogo dos tronos. . Mas nós não sabemos quem ela era como pessoa. Nós não sabemos o que ela queria na vida, como ela se sentia, com o que ela sonhava.
Nós não temos caracterização do CSM, nós não temos mudanças na percepção, mal conseguimos qualquer coisa quando se trata dessas mulheres. GRRM não escreve personagens femininas pré-série da mesma maneira que ele escreve personagens masculinos pré-série. Essas mulheres não recebem espaço na narrativa da mesma forma que seus contemporâneos masculinos.
Pensa na Princesa Sem Nome de Dorne, mãe de Doran, Elia e Oberyn. Ela era a única governante feminina de um reino enquanto a geração Rebelião de Robert estava surgindo, e ela também é a única líder de uma grande Casa durante esse período cujo nome não temos.
O Norte? Governado por Rickard Stark. As Terras Fluviais? Governadas por Hoster Tully. As Ilhas de Ferro? Governadas por Quellon Greyjoy. O Vale? Governado por Jon Arryn. As Terras Ocidentais? Governadas por Tywin Lannister. As Terras da Tempestade? Steffon, e depois Robert Baratheon. A Campina? Mace Tyrell. Mas e Dorne? Apenas uma mulher sem nome, ops, quem diabos liga, quem liga, por se importar com um nome, quem precisa de um, não é como se nomes importassem em ASOIAF, né? *sarcasmo*
Não nos deram o nome dela nem em O Mundo de Gelo e Fogo, ainda que a Princesa Sem Nome tenha sido mencionada lá. E essa falta de um nome é muito limitante - é tão difícil discutir a política de um governante e avaliar suas decisões quando o governante nem sequer tem um nome.
Para falar mais sobre o anonimato das mulheres... Tysha não conseguiu um nome até o A Fúria dos Reis. Apesar de terem sido mencionadas nos apêndices do livro 1, nem Joanna nem Rhaella foram nomeadas dentro da história até o A Tormenta de Espadas. A mãe de Ned Stark não tinha um nome até surgir a árvore genealógica no apêndice da TWOIAF. E quando a Princesa Sem Nome de Dorne conseguirá um nome? Quando?
Quando penso nisso, não posso deixar de pensar nesta citação: "Ela odiava o anonimato das mulheres nas histórias, como se elas vivessem e morressem só para que os homens pudessem ter sacadas metafísicas." Muitas vezes essas mulheres existem para promover os personagens masculinos, de uma forma que não se aplica a homens como Rhaegar ou Aerys.
Eu não acho que GRRM esteja deixando de fora ou atrasando esses nomes de propósito. Eu não acho que GRRM está fazendo nada disso deliberadamente. O Clube das Mulheres Mortas, em minha opinião, é o resultado da indiferença, não de maldade.
Mas esses tipos de descuidos, como a princesa de Dorne, que não têm nome, são, em minha opinião, indicativos de uma tendência muito maior - GRRM recusa dar espaço a essas mulheres mortas na narrativa, ao mesmo tempo em que proporciona espaço significativo aos personagens masculinos mortos ou anteriores à série. Esta questão, em minha opinião, é importante para a teoria espacial feminista - ou as maneiras pelas quais as mulheres habitam ou ocupam o espaço (ou são impedidas de fazê-lo). Algumas acadêmicas feministas argumentam que mesmo os “lugares” ou “espaços” conceituais (como uma narrativa ou uma história) influenciam o poder político, a cultura e a experiência social das pessoas. Essa discussão provavelmente está além do escopo desta postagem, mas basicamente argumenta-se que as mulheres e meninas são socializadas para ocupar menos espaço do que os homens em seus arredores. Assim, quando o GRRM recusa o espaço narrativo para as mulheres pré-série de uma forma que ele não faz para os homens pré-série, sinto que ele está jogando a favor de tropes misóginas ao invés de subvertê-las.
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PARTE V: A MORTE DA MÃE
Dado que muitas dos CSM (embora não todas) eram mães, e que muitas morreram no parto, eu quero examinar este fenômeno com mais detalhes, e discutir o que significa para o Clube das Senhoras Mortas.
A cultura popular tende a priorizar a paternidade, marginalizando a maternidade. (Veja a longa história de mães mortas ou ausentes da Disney, storytelling que é meramente uma continuação de uma tradição de conto de fadas muito mais antiga da “aniquilação simbólica” da figura materna.) As plateias são socializadas para ver as mães como “dispensáveis”, enquanto pais são “insubstituíveis”:
Isto é alcançado não apenas removendo a mãe da narrativa e minando sua atividade materna, mas também mostrando obsessivamente sua morte, repetidas vezes. […] A morte da mãe é invocada repetidamente como uma necessidade romântica [...] assim parece ser um reflexo na cultura visual popular matar a mãe. [x]
Para mim, a existência do Clube das Senhoras Mortas está perpetuando a tendência de desvalorizar a maternidade, e ao contrário de tantas outras coisas sobre o ASOIAF, não é original, não é subversivo e não é boa escrita.
Pense em Lyarra Stark. Nas próprias palavras de GRRM, quando perguntado sobre quem era a mãe de Ned Stark e como ela morreu, ele nos diz laconicamente: “Senhora Stark. Ela morreu”. Não sabemos nada sobre Lyarra Stark, além de que ela se casou com seu primo Rickard, deu à luz quatro filhos e morreu durante ou após o nascimento de Benjen. É outro exemplo de indiferença casual e desconsideração do GRRM para com essas mulheres, e isso é muito decepcionante vindo de um autor que é, em diversos aspectos, tão incrível. Se GRRM pode imaginar um mundo tão rico e variado como Westeros, por que é tão comum que quando se trata de parentes femininos de seus personagens, tudo o que GRRM pode imaginar é que eles sofrem e morrem?
Agora, você pode estar dizendo, “morrer no parto é apenas algo que acontece com as mulheres, então qual é o grande problema?”. Claro, as mulheres morriam no parto na Idade Média em percentuais alarmantes. Suponhamos que a medicina westerosi se aproxime da medicina medieval - mesmo se fizermos essa suposição, a taxa em que essas mulheres estão morrendo no parto em Westeros é excessivamente alta em comparação com a verdadeira Idade Média, estatisticamente falando. Mas aqui vai a rasteira: a medicina de Westerosi não é medieval. A medicina de Westerosi é melhor do que a medicina medieval. Parafraseando meu amigo @alamutjones, Westeros tem uma medicina melhor do que a medieval, mas pior do que os resultados medievais quando se trata de mulheres. GRRM está colocando interferindo na balança aqui. E isso demonstra preguiça.
Morte no parto é, por definição, um óbito muito pertencente a um gênero. E é assim que GRRM define essas mulheres - elas deram à luz e elas morreram, e nada mais sobre elas é importante para ele. ("Senhora Stark. Ela morreu.") Claro, há algumas pequenas minúcias que podemos reunir sobre essas mulheres se apertarmos os olhos. Lyanna foi chamada de voluntariosa, e ela teve algum tipo de relacionamento com Rhaegar Targaryen que o júri ainda está na expectativa de conhecer, mas seu consentimento foi duvidoso na melhor das hipóteses. Joanna estava felizmente casada, e ela foi desejada por Aerys Targaryen, e ela pode ou não ter sido estuprada. Rhaella foi definitivamente estuprada para conceber Daenerys, que ela morreu dando à luz.
Por que essas mulheres têm um tratamento de gênero? Por que tantas mães morreram no parto em ASOIAF? Os pais não tendem a ter mortes motivadas por seu gênero em Westeros, então por que a causa da morte não é mais variada para as mulheres?
E por que tantas mulheres em ASOIAF são definidas por sua ausência, como buracos negros, como um espaço negativo na narrativa?
O mesmo não pode ser dito de tantos pais em ASOIAF. Considere Cersei, Jaime e Tyrion, mas cujo pai é uma figura divina em suas vidas, tanto antes como depois de sua morte. Mesmo morto, Tywin ainda governa a vida de seus filhos.
É a relação entre pai e filho (Randyll Tarly, Selwyn Tarth, Rickard Stark, Hoster Tully, etc.) que GRR dá tanto peso em relação ao relacionamento da mãe, com notáveis exceções encontradas em Catelyn Stark e Cersei Lannister. (Embora com Cersei, acho que poderia ser arguir que GRRM não está subvertendo nada - ele está jogando no lado negro da maternidade, e a ideia de que as mães prejudicam seus filhos com sua presença - que é basicamente o outro lado da trope da mãe morta - mas esta postagem já está com um tamanho absurdo e eu não vou entrar nisso aqui.)
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PARTE VI: O CSM E VIOLÊNCIA SEXUAL
Apesar de suas alegações de verossimilhança histórica, GRRM fez Westeros mais misógino do que a verdadeira Idade Média. Tendo em conta que detalhes sobre violência sexual são as principais informações que temos sobre o CSM, por que é necessária tanta violência sexual?
Eu discuto esta questão em profundidade na minha tag #rape culture in Westeros, mas acho que merece ser tocado aqui, pelo menos brevemente.
Garotas como Tysha são definidas pela violência sexual pela qual passaram. Sabemos sobre o estupro coletivo de Tysha no livro 1, mas sequer aprendemos seu nome até o livro 2. Muitas do CSM são vítimas de violência sexual, com pouca ou nenhuma atenção dada a como essa violência as afetou pessoalmente. Mais atenção é dada a como a violência sexual afetou os homens em suas vidas. Com cada novo assédio sexual que Joanna sofreu em razão de Aerys, sabemos que por meio de O Mundo de Gelo e Fogo que Tywin rachou um pouco mais, mas como Joanna se sentiu? Sabemos que Rhaella havia sido abusada a ponto de parecer que uma fera a atacara, e sabemos que Jaime se sentia extremamente conflituoso por causa de seus juramentos da Guarda Real, mas como Rhaella se sentia quando seu agressor era seu irmão-marido? Sabemos mais sobre o abuso que essas mulheres sofreram do que sobre as próprias mulheres. A narrativa objetifica, ao invés de humanizar, o CSM.
Por que os personagens messiânicos de GRRM têm que ser concebidos por meio de estupro? A figura materna sendo estuprada e sacrificada em prol do messias/herói é uma trope de fantasia velha e batida, e GRRM faz isso não uma vez, mas duas (ou possivelmente três) vezes. Sério, GRRM? Sério? GRRM não precisa depender de mães estupradas e mortas como parte de sua história trágica pré-fabricada. GRRM pode fazer melhor que isso, e ele deveria. (Mais debates na minha tag #gender in ASOIAF.)
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PARTE VII: SACRIFÍCIO MASCULINO, SACRIFÍCIO FEMININO E ESCOLHA
Agora, você pode estar se perguntando: "É normal que os personagens masculinos se sacrifiquem, então por que as mulheres não podem se sacrificar em prol do messias? O sacrifício feminino não é subversivo?”
Sacrifício masculino e sacrifício feminino muitas vezes não são os mesmos na cultura popular. Para resumir - os homens se sacrificam, enquanto as mulheres são sacrificadas.
As mulheres que morrem no parto para dar à luz o messias não são a mesma coisa que os personagens masculinos fazendo uma última grande investida com armas em punho para dar ao Herói Messiânico a chance de Fazer A Coisa. Os personagens masculinos que se vão com armas fumegantes em mãos escolhem esse destino; é o resultado final da sua caracterização fazer isso. Pense em Syrio Forel. Ele escolhe se sacrificar para salvar um dos nossos protagonistas.
Mas mulheres como Lyanna, Rhaella e Joanna não tiveram uma escolha, não tiveram nenhum grande momento de vitória existencial que fosse a ápice de seus personagens; eles apenas morreram. Elas sangraram, elas adoeceram, elas foram assassinados - elas-apenas-morreram. Não havia grande escolha para se sacrificar em favor de salvar o mundo, não havia opção de recusar o sacrifício, não havia escolha alguma.
E isso é fundamental. É isso que está no coração de todas as histórias do GRRM: escolha. Como eu disse aqui,
“Escolha […]. Esta é a diferença entre bem e mal, você sabe disso. Agora parece que sou eu que tenho que fazer uma escolha” (Sonho Febril). Nas palavras do próprio GRRM, “Isso é algo que se vê bem em meus livros: Eu acredito em grandes personagens. Todos nós somente capazes de fazer grandes coisas, e de fazer coisas ruins. Nós temos os anjos e os demônios dentro de nós, e nossas vidas são uma sucessão de escolhas.” São as escolhas que machucam, as escolhas em que o bom e o mal são sopesados – essas são as escolhas em que “o coração humano [está] em conflito consigo mesmo”, o que GRRM considera “a única coisa que vale a pena escrever sobre”.
Homens como Aerys, Rhaegar e Tywin fazem escolhas em ASOIAF; mulheres como Rhaella não têm nenhuma escolha na narrativa.
GRRM acha que não vale a pena escrever sobre as histórias do Clube das Senhoras Mortas? Não houve nenhum momento na mente do GRRM em que Rhaella, Elia ou Ashara se sentiram em conflito em seus corações, em nenhum momento eles sentiram suas lealdades divididas? Como Lynesse se sentiu escolhendo concubinato? E sobre Tysha, que amou um garoto Lannister, mas sofreu estupro coletivo nas mãos da Casa Lannister? Como ela se sentiu?
Seria muito diferente se soubéssemos sobre as escolhas que Lyanna, Rhaella e Elia fizeram. (O Fandom frequentemente especula sobre se, por exemplo, Lyanna escolheu ir com Rhaegar, mas o texto permanece em silêncio sobre este assunto mesmo em A Dança dos Dragões. GRRM permanece em silêncio sobre as escolhas dessas mulheres.)
Seria diferente se o GRRM explorasse seus corações em conflito, mas não ficamos sabendo de nada sobre isso. Seria subversivo se essas mulheres escolhessem ativamente se sacrificar, mas não o fizeram.
Dany provavelmente está sendo criada como uma mulher que ativamente escolhe se sacrificar para salvar o mundo, e acho isso subversivo, um esforço valoroso e louvável da parte da GRRM lidar com essa dicotomia entre o sacrifício masculino e o sacrifício feminino. Mas eu não acho que isso compensa todas essas mulheres mortas sacrificadas no parto sem escolha.
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PARTE VIII: CONCLUSÕES
Espero que este post sirva como uma definição funcional do Clube das Senhoras Mortas, um termo que, pelo menos para mim, carrega muitas críticas ao modo como a GRRM lida com essas personagens femininas. O termo engloba a falta de voz dessas mulheres, o abuso excessivo e fortemente ligado ao gênero que sofreram e sua falta de caracterização e arbítrio.
GRRM chama seus personagens de seus filhos. Eu me sinto como essas mulheres mortas - as mães, as esposas, as irmãs - eu sinto como se essas mulheres fossem crianças natimortas de GRRM, sem nada a não ser um nome em uma certidão de nascimento, e muito potencial perdido, e um buraco onde já houve um coração na história de outra pessoa. Desde os meus primeiros dias no tumblr, eu queria dar voz a essas mulheres sem voz. Muitas vezes elas foram esquecidas, e eu não queria que elas fossem.
Porque se elas fossem esquecidas - se tudo o que havia para elas era morrer - como eu poderia acreditar em ASOIAF?
Como posso acreditar que “a vida dos homens tem significado, não sua morte” se GRRM criou este grupo de mulheres meramente para ser sacrificado? Sacrificado por profecia, ou pela dor de outra pessoa, ou simplesmente pela tragédia em tudo isso?
Como posso acreditar em todas as coisas que a ASOIAF representa? Eu sei que GRRM faz um ótimo trabalho com Sansa, Arya e Dany e todos os outros POVs femininos, e eu o admiro por isso.
Mas quando a ASOIAF pergunta, “o que é a vida de um garoto bastardo perante um reino?” Qual é o valor de uma vida, quando comparada a tanta coisa? E Davos responde, suavemente, “Tudo”… Quando ASOIAF diz que… quando a ASOIAF diz que uma vida vale tudo, como as pessoas podem me dizer que essas mulheres não importam?
Como posso acreditar em ASOIAF como uma celebração à humanidade, quando a GRRM desumaniza e objetifica essas mulheres?
O tratamento dessas mulheres enfraquece a tese central da ASOIAF, e não precisava ser assim. GRRM é melhor do que isso. Ele pode fazer melhor.
Eu quero estar errada sobre tudo isso. Eu quero que GRRM nos conte em Os Ventos do Inverno tudo sobre as escolhas de Lyanna, e eu quero aprender o nome da Princesa Sem Nome, e eu quero saber que três mulheres não foram estupradas para cumprir uma profecia da GRRM. Eu quero que GRRM sopre vida dentro delas, porque eu o considero o melhor escritor de fantasia vivo.
Mas eu não sei se ele fará isso. O melhor que posso dizer é eu quero acreditar.
[...]
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2019.07.09 12:18 lipherus Íbis — Capítulo I

Bom dia, é a primeira vez que escrevo em primeira pessoa e gostaria de opiniões. =)
“A voz dos deuses e escolhida de Thot. No começo, era apenas uma Oráculo. Depois, uma bruxa queimada na fogueira do deus pagão. Espírito vagante sem salvação. E agora, protegida pelo crepúsculo Retorna aos braços d’Aquele que sempre a amou. Sob as asas d’Ele, ela se abrigou. E descansou.”
O pequeno e singelo poema cortou o silêncio do salão. Eu estava trêmula e ofegante, pois estava atrapalhando a palestra do meu professor e a grande oportunidade de sua carreira. Os estudiosos olhavam para Heru e depois para mim, à espera de alguma cena dramática que não aconteceu. Ele apenas desceu do palanque e me alcançou, sorrindo e igualmente trêmulo ao tomar o papel de minhas mãos. Murmurou agradecimentos e disse estar surpreso com a tradução, porque aquelas palavras deixavam explícitas que os antigos egípcios eram capazes de prever o futuro. Prometeu uma conversa sobre o papiro depois e pediu que eu me retirasse, mas não sem antes me agradecer de novo. Ao fechar a porta, explodo em lágrimas emocionadas e cansadas. Traduzir o poema foi um trabalho árduo de quase quatro anos, para no final descobrir que Thot havia se apaixonado por uma mortal e enterrou seu corpo em uma tumba sem glamour. Ele queria que sua amada permanecesse anônima, mas que ainda soubessem a quem pertencia. Ela não tinha um nome e sequer corpo, todavia sua existência estava cravada nas paredes de pedra do sarcófago. Levanto-me orgulhosa e volto para o laboratório, à procura de mais pistas sobre os amantes. Havia algo que ainda não tinha visto nas marcas e, mexendo em alguns pertences, um pingente em forma de meia lua cai no chão. Não sou perita em metais preciosos, mas sei que seguro algumas boas gramas de ouro puro. Procuro por escritos no verso da peça, e nada encontro, salvo os hieróglifos que remetiam a Osíris e Thot. Um presente para o deus do submundo? Depois de catalogar o colar, volto minha atenção aos textos até sentir dor de cabeça e sentar na cadeira. — Nailah, o professor Heru te chama no salão de convenção. Engulo em seco e vou até ele, esperando uma bronca por ter interrompido a palestra. Porém, ao entrar, fui recebida por salvas de palmas fervorosas. Ele me abraça e pede que explique aos demais sobre a descoberta, já que o mérito da tradução é todo meu. Sinto um misto de vergonha e emoção, porque Heru não tomou os créditos para si e deixou que eu, uma mera assistente, falasse aos melhores profissionais do mundo por horas a fio. Ele ficou ao meu lado para explicar alguns termos que não conheço, simplificar perguntas e traduzir algum outro idioma que não entendo. Ao terminar, pude respirar. Estou tão cansada que é difícil manter os olhos abertos e pensar, mas eu ainda preciso falar com ele. Despeço dos outros por alguns minutos e Heru me abraça de novo, sugerindo um jantar antes de irmos para casa e dormir. Aceito e nós fechamos o laboratório depois de pegar algumas coisas. "Sob as asas d’Ele, ela se abrigou.” É engraçado como essa frase ecoa na minha cabeça quando estou andando lado a lado com Heru. Eu o conheço há quase dez anos e nunca deixei de me sentir protegida e iluminada por sua presença. Ele é alto e imponente, com a pele tão preta que é quase avermelhada, e olhos espertos e pretos. Mas, basicamente, Heru Monterrey é um cachorro grande e bonachão que ladra e não morde. É muito fácil deixá-lo magoado e à beira de lágrimas, se quer saber. E eu amo ver esse lado sensível e frágil do meu professor, pois o torna humano e acessível. Ninguém imagina que um pesquisador de renome como ele é coração mole. — Eu encontrei isso. — entrego o colar em suas mãos. — Estava perdido no meio dos papéis. Parece que é uma oferenda a Osíris e Thot. — Ou uma oferenda de Thot para Osíris? Coço a cabeça e suspiro. — Não tinha pensado nisso. — confesso. — Nailah, você está esgotada e eu acho que deva tirar umas férias. — ele toca no meu rosto. — Eu estou pensando em dar um tempo também, podemos viajar juntos. — Quem convida é quem paga, viu? — empurro ele com meu ombro e sorrio. — Seria uma bênção poder dormir até tarde. — Pode ficar com a lua. Pego o colar e olho pra ele, chocada. Sabe-se lá de quando é a oferenda e Heru estava entregando casualmente pra mim, como um pingente comprado numa loja qualquer. Abro a boca inúmeras vezes, mas nenhuma palavra decente sai dela e só me limito a levantar as tranças pra facilitar o trabalho dele. Heru me julga por um tempo, ajeita e mexe no colar até deixá-lo bem em cima do meu coração e ficar satisfeito. — Tem certeza? — murmuro. — Isso é da sacerdotisa e não quero que Thot venha me assombrar. — Se Ele deu pra amada d’Ele, acho que não ficará bravo se eu der pra minha, não acha? Abaixo os olhos, subitamente tímida. Nós sempre brincamos com nossos colegas, que consideravam-nos namorados, mas ele nunca falou tão sério quanto aquele momento. Mordo meus lábios e seguro sua mão, sem dar resposta, mas deixando claro que se aquele é o sentimento dele, então é recíproco. Às vezes palavras não ditas fazem mais efeito do que aquelas expressadas aos quatro ventos. — Comida japonesa? — Heru pergunta para quebrar o gelo. — Depois umas doses de anti-histamínico pra não morrer de alergia? — Combinado. Saber que ele é apaixonado por mim tanto quanto sou por ele fez um bem danado pra minha auto-estima. Se antes e em algum momento da minha vida achei que não era bonita ou capaz, estava completamente enganada. Ouvir dos lábios dele que minha inteligência e devoção foram fatores cruciais para que ele se interessasse, tornou-me tão inchada quanto um balão. Depois, Heru começou a enumerar minhas qualidades físicas e só parou quando eu estava com a cara quente e prestes a surtar. Eu sou brasileira e me orgulho disso. Meu país tem os problemas dele, assim como os Estados Unidos também têm, mas nunca pensei que estudar na Unesp ia me levar até onde estou. Lembrei das noites acordada estudando infindáveis textos, das vezes que quis desistir e da minha felicidade por ter sido aprovada na faculdade que ele dá aula. E passei a amar meu corpo em forma de pera, os cabelos trançados e coloridos e, acima de tudo, a cor da minha pele. Antes tinha um grande tabu comigo mesma, por ser preta e ter uma posição de destaque, mas conforme fui aprendendo na faculdade e com a vida, percebi que estar ali é um mérito do meu esforço triplicado. No final da noite, eu e Heru transamos e dormimos juntos. Foi o momento em que eu o vi mais vulnerável, conheci cada cicatriz de seu corpo, os problemas que tinha, as marcas... Tudo. Ele se entregou completamente e assim também fiz, mostrando-lhe as feridas que tenho da época em que me afundei em depressão e cortei meus braços e pernas. — Bom dia. — ouço seu preguiçoso resmungo enquanto ele aperta minha barriga. — Agora posso morrer em paz. — Quer parar com isso? — começo a rir e abro meus olhos. — Bom dia. — Eu sempre quis apertar sua, como é que você chama? Pança. — seu português falho é particularmente adorável. — Eu amo essas dobras, sabia? — Heru! Para, sua mão tá gelada! — Tá bom, tá bom. Permissão pro abraço? — Concedida, senhor Monterrey. Enquanto ele toma banho, vou preparando o café da manhã. É inconsciente, mas eu checo minha barriga e conto as dobrinhas, três no total, pensando em como Heru pode achar aquilo interessante. Ouço seus passos ecoando pelo corredor e me viro para olhá-lo, namorando a cena do homem enrolado na toalha e molhado ainda. Ele se aproxima e ajeita a lua, jogando as tranças sobre meus peitos para tapá-los e evitar que eu pegue mais friagem. Seguro sua mão em meu rosto e fecho os olhos, sorrindo como a trouxa que sou. — Vai querer viajar? — Onde pretende ir? — roubo um selinho dele antes de servir a mesa. — Não vai entregar o artigo científico sobre a tradução? — Não está escrito em lugar algum que sou obrigado a trabalhar durante minhas férias. — ele dispara. — Pensei em alguma praia, sei lá. — Negão desaforado. — acerto a colher de pau na cabeça dele. — Praia é muito clichê e eu não sou muito fã do frio. — Patroa difícil de agradar, viu? Sento ao seu lado e começo a rir. Ele está tão à vontade que até parecemos casados há eras, e eu só sinto que vou desmanchar de felicidade. Nós conversamos um pouco mais sobre a tradução e Heru corrige o inglês, reclamando do quanto sou ruim para escrever. Tal afirmação me ofendeu um pouco, já que escrevo fanfics durante minhas folgas e nem formado nisso ele é. Começo a julgá-lo em silêncio e ele percebeu que tinha me magoado, em seguida pediu desculpas atrapalhadas e disse que ama minha escrita. — Como você imagina Thot de personalidade, Nailah? — Meio parecido com você, mas muito mais apaixonado pelo trabalho. Ele foi um carinha muito ocupado, até ajudar Osíris no submundo ajudou. — acendo meu baseado e deito no sofá enquanto Heru escreve no computador. — Curou o olho de Hórus quando Seth arrancou, depois ensinou magia para Ísis poder reviver o marido, luta contra Apófis quando Amon-Rá traz o sol... Tudo isso e ele ainda fez o calendário e desenvolveu os hieróglifos. — Você tem uma admiração enorme pelos deuses, hum? — A mitologia egípcia é linda, se me permite dizer. Tudo é tão conectado e diferente ao mesmo tempo... A gente não sabe nem um terço do que eles acreditavam e criavam. — E a sacerdotisa? — Não tenho uma imagem dela. — ofereço o cigarro pra ele. — Mas deve ser alguém de personalidade parecida com a de Thot, porque ela pegou o cara pelo colarinho mesmo. Uma pena que não seu nome em lugar nenhum, ia ser muito interessante conhecê-la melhor para entender como funciona esse lance de deuses e amores mortais. — Você viu isso? Sento no colo dele para ler o artigo de um colega nosso, o qual afirmava que Sekhmet e Anúbis tinha um relacionamento secreto. Para mim e meu conhecimento, a afirmação é errada pois eles eram deuses sem sintonia alguma. Ela é a deusa da guerra, tão furiosa que Rá precisou enganá-la com vinho para acalmar seu frenesi sangrento. Já ele parece ser mais pacato e melancólico, servindo fielmente ao propósito do julgamento da pena e à proteção da mumificação. Parecia impossível imaginá-los juntos. Ao terminar de ler, porém, comecei a ter minhas dúvidas sobre o que conhecia até então. — Será que existe algum documento que prova essa teoria? — Antes de Osíris ser quem é, Anúbis tinha o mesmo papel que ele. — Heru contestou ao soprar a fumaça na minha nuca. — Se Sekhmet matou os homens através de sua ira, é bem provável que tenha o encontrado durante a caminhada. — Mas tem uma teoria que diz que Sekhmet é uma face de Hathor e Bastet... Será? — Em Mênfis, ela foi esposa de Ptah e mãe de Nefertun até Mut e sua Tríade tomar lugar e ela passar a considerada como a própria Mut. Nossas informações são bem escassas e temos várias ideias do que pode ou não ser. Cada região tinha seu próprio mito, quem sabe o Richard esteja certo e apenas olhando para outro lugar que não vemos? Deixamos a discussão pra lá quando pegamos fogo levados pela maconha. Quando paro pra pensar nisso, me sinto um pouco culpada por levá-lo ao mau caminho, apesar dele ser bem mais velho que eu. Mas a erva funciona como uma válvula de escape para nós e não é algo que fazemos sempre, resumindo nossas brisas às escavações e trabalho. Pela primeira vez desde que fazemos isso, é que nos preocupamos em elevar a coisa para um nível mais pessoal e físico. Eu namoro o rosto distraído dele e lembro de tratar os arranhões que deixei em suas costas, ouvindo-o dizer coisas em árabe que não fazia nem questão de traduzir. Heru levanta-se num supetão e vira o meu colar, anotando os hieróglifos em um papel improvisado e resmunga ao voltar a deitar. Já sei que tenta entender a oferenda e pronuncia as palavras em sequências variadas, até fazer sentido. Toco em seu lábio para fazê-lo se calar e me aninho em seu abraço. Só hoje, querido, não falemos em trabalho. Roço meu nariz por seu rosto quadrado e reclamo da barba áspera, mas sinto-me protegida por seus braços e mãos sempre geladas. Heru beija a minha testa e desenha com os dedos na minha bunda, me fazendo rir. Ele se lembra de me agradecer pela tradução de novo e mais outras vezes, reforçando o quão honrado se sentiu por me ter como sua assistente, amiga e agora parceira. Confessa que estava a um passo de desistir do texto e eu, novamente, rogo-lhe que não falemos de trabalho. Mas meu amado professor não está contente e me implora para que façamos um artigo sobre Thot e sua amante ao voltarmos de férias.
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2019.05.06 10:17 The-Old-Onee Meu primeiro relacionamento

A história do meu primeiro relacionamento foi algo que me marcou por um bom tempo. Até hoje, talvez.
Essa história pode não interessar muitas pessoas, mas aos que se interessarem, sejam bem vindos.
Tudo começou aos 6 anos de idade. Por isso, não esperem bastante maturidade vinda de mim. Na época em questão, eu havia acabado de me mudar com a minha família, e tinha entrado em uma escola pública. Foi nessa escola que encontrei a garota que viria a gostar.
Eu sempre vi muitas garotas bonitas em minha vida, mas nunca prestei muita atenção nelas, entretanto, algo me chamou atenção nessa garota. A propósito, pensei que poderia ser a sua beleza, mas isso não faria sentido por conta do fato anterior.
Sem nem mesmo conhecer um pingo de sua personalidade, eu acabei tendo a segunda paixão da minha vida, mais forte que a primeira.
Primeiramente, devo admitir que eu ficava muito sem jeito perto dela. Por isso, me impressionei comigo mesmo sobre como consegui pedir o seu telefone. As conversas eram inocentes, foçadas no meu herói de infância: Sonic.
Por favor, não ria.
Tive a sorte de descobrir que ela também era fã do Sonic, e isso unia as nossas conversas. Sem contar as minhas piadas sem-graça que sempre arrancavam um riso dela.
Depois de um tempo, as conversas terminaram. Não pude ligar para ela por um tempo, e logo perdi o seu número de telefone. Tímido, com vergonha de pedir novamente seu numero, aquela foi a última vez que eu conversei com ela no Ensino Fundamental.
Da segunda até a quarta série, eu estive gostando dela. Observando-a de canto, escrevendo seu nome em minhas coisas, imaginando um futuro promissor, até mesmo sendo motivado a ir para a escola simplesmente para ver o seu rosto. Uma criança apaixonada.
E com um óbvio mas bem escondido ciúmes quando rumores (falsos, no caso) de que ela namorava com o garoto mais inteligente da sala, começaram a surgir.
Eu, parabenizei ela por isso, mas amaldiçoei o garoto milhares de vezes, por dentro.
É uma das últimas vezes que lembro de ter dito algo para ela.
Quando passei para a quinta série, a escola escolheu uma nova escola da qual frequentaríamos, pois não tinha recursos para ter uma quinta série e além.
Fomos para a mesma escola.
Mas nada mudou, ficamos em salas diferentes. Nenhum dos meus amigos estavam ali, e para piorar, pelo meu jeito, passei a sofrer ofensas por outros colegas, das quais nunca me fizeram bem.
Ali, minha autoestima desmoronou completamente.
Eu sempre via ela algumas vezes, andando pelo pátio com os amigos, e talvez uma coisa que nunca cessou, foi minha paixão por ela.
Me lembro de um dia estar num evento de Festa Junina na escola. Cheguei cedo com a minha mãe, sentei em um banco no meio da praça, e ela sentou um pouco à frente. Queria falar com ela, mas nunca soube como começar.
Quando notei, ela se juntou com seus amigos, a conversa nunca aconteceu. Mas teria mudado algo afinal?
No meio daquele ano, eu me mudei mais uma vez. Dessa vez, fui para longe. Agradeci, nunca mais iria ver os retardados dos meus colegas, e como minhas notas eram baixas, não tinha o que perder.
Um dia, então, bem longe dela, passei a usar o Facebook. E por coincidência, encontrei o Facebook dela. Adicionei, e foi ali que a magia passou à acontecer.
Inicialmente, não me lembro de como ocorreu a primeira conversa, mas devo ter me apresentado, para ver se ela se lembraria de mim. Uma coisa que memorizo, entretanto, eram as sensações estranhas na minha barriga.
Eu devia ter o que? 9 ou 10 anos?
Fomos conversando, até chegar o dia da qual disse para ela como me sentia. Praticamente, disse que gostava dela. Nosso relacionamento nunca piorou, mas também não melhorou.
(Ps: uma das coisas que devo ressaltar, é que eu basicamente tinha medo da forma que ela reagiria. Por isso, nunca me declarei pessoalmente. Maldita covardia!)
Eu tentava sempre agir como um bom amigo. Tentava dar conselhos - me colocando no lugar dela - sempre tentava diverti-lá, no caso, sempre tentando encontrar um jeito de conquistar ela, até o dia que ela também passasse a gostar de mim.
Eu tentei ser o cara perfeito. Se eu consegui? Eu não faço a mínima ideia.
O tempo passou, e ela passou a ficar com outras pessoas. Quando ela ficava mal, eu sempre tentava animar ela. O ciúmes não era algo tão presente, pois no caso, eu só ficava interessado no bem-estar dela. Seus namorados eram um detalhe que eu procurava esquecer.
Enfim, um dia, o meu ciúmes me levou à entrar em discussão com um de seus amigos íntimos. Com esforço, eu consegui quebrar o relacionamento deles (isso soou tão mal).
A propósito, no início, ela falou que não terminaria com ele. Por isso, me senti inútil, e me afastei por um tempo. Bem decepcionado.
Quando voltei, ela havia me agradecido por ter ajudado a tirar o cara da vida dela. Nunca soube o porque, ela nunca me disse.
Enfim, nos reaproximamos, é nosso relacionamento evoluiu um pouco. Não tanto quanto eu gostaria.
Então, eu cometi um erro. Um grande, enorme, e fodido erro.
Basicamente, minha pessoa se cansou de ser o amigo consolador, e passou a ser mais impaciente com a situação. Então.. eu, com o meu jeito covarde de ser, chamei a própria pessoa que eu gostava, de oferecida.
O pior, foi em um post público. Com a clara intenção de humilhar.
Entramos obviamente em discussão, uma briga que nos afastou por um ano inteiro. Talvez, o melhor teria sido apenas conversar com ela e dizer o que sentia. Mas fui imaturo e inconsequente (sei que é praticamente a mesma coisa).
Depois que um ano se passou, eu tentei me reaproximar. Mas como dizem, um relacionamento é como uma folha de papel. As brigas amassam esse papel, e independente do que faça, ele nunca retornara ao que era antes.
Ela estava brava, brava com alguns amigos também, e eu acabei chegando nela situação. Basicamente, eu apenas tentei me desculpar.
Não me lembro, a propósito, se eu consegui. Mas depois de um tempo, acabei me afastando novamente.
Quando ganhei o meu primeiro celular, eu instalei o WhatsApp, e como não tinha muitos Contatos, pensei em adicionar algumas pessoas.
Eu já tinha ela como amiga, então pensei, porque não?
Aqui chegamos no terceiro e último arco dessa historia.
Pedi o seu número, e foi incrível como nossa relação prosseguiu x 0. Eu continuava sendo o mesmo amigo consolador, mas dessa vez, ainda mais apaixonado.
Consolei, ajudei, aconselhei, fiz tudo para ver ela feliz. Por mais que eu fosse um idiota completo, ainda tinha a felicidade dela como prioridade. Mesmo após anos.
Algo que devo citar, è ela dizer que na verdade sempre me amou, e na ocasião, namorou com outros caras simplesmente para me esquecer.
Eu não acho que precise afirmar que sempre estranhei aquela história, certo? Afinal, anos atrás, a mesma me trocou por outro cara.
Voltando ao assunto..
Foi então, que tendo ainda mais impaciência, eu falei o que queria falar há bastante tempo.
Por favor, porra, fica comigo?
(Ps: sim, foi virtual) (Ps2: não foi com essas palavras, obviamente) (Ps3: essa não è a sigla para PlayStation 3)
Ela aceitou, ótimo, não?
Os primeiros dias sendo seu namorado, mesmo que virtual, foram realmente maravilhosos. Acordar, e receber um bom-dia da pessoa que ama. Áudios, dizendo coisas carinhosas.. cada ação que te conquistava...
Os seis anos correndo atrás daquela garota valeram a pena naquele momento.
Obviamente, meu ciúmes aumentou. Quando ela falou que seu ex havia pedido uma foto dela para colocar como uma capa no perfil, eu não aguentei. Simplesmente dei um xilique.
O ciúmes realmente não è uma coisa saudável em situação alguma. Que sensação terrível..
Um mês depois, eu cometi outro grande erro.
Em um resumo, estávamos fazendo ciúmes um para o outro. Acontece que eu foi bem mais pesado, e não respondi ela por um tempo (1 hora).
Eu havia dito que estaria com outra garota, achei que a situação terminaria bem naquela noite. Vacilo meu.
Ela ficou completamente com ciúmes, não sei como a conversa seguiu, mas terminou com o fim do meu relacionamento com ela, e lágrimas silenciosas na noite.
Eu mesmo, terminei o relacionamento que demorei anos para construir.
Apesar de que o motivo do término foi outro. Basicamente, ela ainda gostava do ex, e eu, sabendo que não conseguiria dar para ela o que ela queria, libertei ela de mim.
Pode ter sido uma atitude meio corna. Mas sério? Eu nem sabia da existência dessa palavra.
Eu voltei a ser o amigo consolador. Mas agora, meu amor por ela começou a esfriar bem depressa.
Eu passei a evitar suas mensagens, responder apenas dias depois, fui me afastando sem notar.
Nesse tempo eu comecei a ficar mais quieto pessoalmente, motivos? Leia mais a frente.
Um dia, dando mais uma chance ao amor, eu tentei reatar com ela. Mas as palavras que me atingiram foram pior do que qualquer merda que eu possa imaginar.
“Eu te considero como um irmão”
Tipo... è sério isso?
Sim, è.
Como se eu sentisse que um buraco negro tivesse surgido no meu peito, um desespero tão grande, a sensação de rir de descrença enquanto chorava.
Era assim que as garotas dispensavam os caras agora?
Um simples não seria menos doloroso do que aquela resposta.
Eu sei que sou um completo babaca, fiz muita merda. Mas aquilo nunca tirou o meu direito de se sentir triste.
O resultado? Eu me afastei completamente dela.
O fim do meu relacionamento me trouxe uma resposta interessante: nada è como você pensa que vai ser.
Talvez, se essa história fosse um simulador de namoro, eu com certeza estaria vivendo o final ruim.
Se eu tivesse tido mais coragem no passado, e me declarado, talvez as coisas teriam sido diferente.
Quem sabe eu estivesse feliz hoje.
O foda disso tudo, foram os problemas familiares que por baixo sempre foderam com a minha mente.
Brigas o tempo todo, ameaça de divórcio, o xingamento pelos colegas, até mesmo ser traído pelo seu melhor amigo, essas coisas fodem com a cabeça de uma criança que nunca teve tantas dificuldades na vida.
(Apenas para avisar, éramos da classe baixa, graças ao meu pai, e ao meu bom Deus, conseguimos ir para a classe média. Mas desde lá de baixo eu já não sofria muito com isso)
Enfim, passaram-se os anos, ela começou a gostar de outras pessoas, e eu de outra pessoa. Um dia, entretanto, quando fui excluir meu facebook, eu encontrei nossas antigas conversas, que me acenderam uma pergunta:
Será que a culpa era minha?
De certa forma, sim. Minhas escolhas nos trouxe até aqui.
Por um bom tempo, eu vivi com aquilo na mente, até tomar coragem para enfim pedir desculpas.
Eu senti que precisava fazer aquilo para conseguir continuar vivendo em paz comigo mesmo.
Após anos, eu conversei com ela novamente. As respostas foram frias, diretas e mais cortantes do que Trimontina, mas eu aguentei.
A minha última conversa com ela, foi pedindo desculpa pelos meus erros. Se ela aceitou? Eu não sei.
Mas eu tentei. Mesmo que isso não viesse me trazer absolutamente nada de bom.
E esse è o final da minha história, sobre o final do meu primeiro relacionamento.
Aprendi com meus erros? Talvez, mas continuou um grande idiota que se esforça em aprender com as próprias merdas.
Mas agora digo isso para você, que está com vergonha de se declarar para seu amor secreto: simplesmente faça isso.
Se declarar pode ser algo difícil, pois você estará literalmente abrindo o seu coração sem a certeza de que será correspondido.
E quem saiba, esteja apenas se preocupando atoa, e tenha sim grandes chances,
Mas vai por mim.
Às vezes, è muito melhor receber um “não”, do que viver um futuro estruturado pela sua falta de coragem em dizer o que sente.
A vida è curta, mas o arrependimento è eterno. Por isso, apenas faça. Vá em frente, e se o garoto ou a garota apenas recusarem, não fique para baixo.
O mundo è feito de pessoas maravilhosas que podem te trazer a lua se você quiser. Basta você ter esperanças e nunca desistir do amor.
Enfim, aqui me despeço, e mais uma vez:
Não queiram viver o final ruim desse simulador de namoro que è a vida amorosa. Vá em frente, e corra atrás do que você quer.
Porque no final, aqueles que não desistem, sempre triunfam.
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2019.02.06 04:30 orpheu272 Odisseia p.3

Bom vê-los aqui novamente! (aqui está a parte 2)
Por favor, fiquem a vontade, preparem algo para comer ou beber e apaguem as luzes. Foquem no texto e se imaginem em meu lugar. Eu já falei um pouco sobre minhas raízes; hoje irei falar sobre a minha vida.
Eu poderia muito bem resumir quem sou, mas prefiro dessa forma. Assim vocês podem me conhecer por completo, entender certas escolhas e o que me levou a tomar determinadas decisões.
Lembrem-se: estarei sempre ao lado de cada um de vocês, qualquer dúvida, usem os comentários para que possamos nos comunicar; se passou por algo parecido, fique mais que tranquilo, estou aqui para ler suas experiências.
Obrigado por mais uma vez me permitir entrar em sua casa.
Dito isto, iremos avançar nove anos em minha vida. Eu poderia muito bem falar dos momentos da minha infância, mas algumas coisas não recordo tão bem quanto o dia que irei apresentar a vocês. Relaxem, esvaziem suas mentes, imaginem cada momento e se permitam afogar em meus relatos.
Vamos à próxima etapa.
Muitas crianças tem como uma má recordação o seu primeiro dia de aula, o momento que sofreu a primeira humilhação na escola ou até mesmo a primeira rejeição - mesmo sem entender ainda como isso funciona. O pior dia da minha vida foi justamente o dia que eu achei que seria o melhor; o dia em que eu achei que o meu pai enfim estava dando a atenção necessária para mim. Nada é o que parece, e eu demorei para entender isso.

Nem tudo é o que parece

Era uma manhã de sábado, meu pai estava saindo para trabalhar quando avisou a minha mãe que me aprontasse no fim da tarde, pois iríamos para uma confraternização do seu trabalho. Apenas eu e ele. Minha mãe não questionou, apenas sorriu e amou saber essa notícia. Eu lembro do sorriso que ela fez, lembro bem pois eu também estava sorrindo. Meu pai, aquele que sempre fora ausente enfim estava me dando atenção. Esse era o melhor dia da minha vida!
O dia passou rápido. Pela manhã estava assistindo He-man e Caverna do Dragão na Globo, em um piscar de olhos já era tarde e minha mãe me chamava para almoçar. Eu sempre tive ansiedade, então imagine uma criança elétrica com a notícia de que iria sair com o seu pai, apenas vocês dois para um evento, e que por algumas horas eu teria sua total atenção. Eu lembro da sensação, da felicidade que correu por todo o meu corpo. Era algo físico, quase como uma eletricidade que corria entorno e dentro de mim; era uma euforia mágica impossível de conter.
Às 17:20 o meu pai estava em casa. Minha mãe, feliz da vida, estava terminando de passar nossas roupas. Ainda lembro do momento em que ela levantou a cabeça e sorriu para mim. “Se divirta, viu?”, ela disse entre um sorriso bobo em seu rosto.
De casa saímos meu pai e eu até à rodoviária, lá pegamos o “G” - ônibus que sai de Macaíba e que passa pelo município de Mangabeira até chegar no centro de Natal. Meu pai parecia ansioso, acho que na mesma medida que eu. Ele não parava de sorrir, mas era fácil perceber um certo nervosismo em tudo aquilo.
Ao chegarmos em Natal, descemos algumas ruas antes do destino. Fomos caminhando, eu o tempo todo perguntando onde era o local da confraternização e onde ele trabalhava. Meu pai não respondeu. Ao olhar para o seu rosto eu já não via o sorriso, restara apenas a ansiedade e o nervosismo. Eu notei que ele se preparava para me dizer algo, mas não conseguia, pensei - mais tarde entendi que ele estava pensando como me dizer.
Lembro que paramos em uma calçada. Meu pai pediu para que eu me sentasse e assim o fiz, com ele ao meu lado. Ali ele me explicou que na época que possuía a firma de portões eletrônicos, ele contratou uma moça para ser secretária e que com o tempo os dois começaram a se gostar. Ele disse que isso aconteceu por que ele brigou com a minha mãe um dia e ele saiu de casa para esfriar a cabeça. A culpa era da minha mãe, ele disse. Minha mãe. aquela que sempre se dedicou em nos ajudar, proteger, apaziguar. Ela era a culpada por um erro dele. Covarde!
Desse relacionamento de pouco mais de 8 anos, surgiu uma criança, um menino. Seu nome é Yuri. O menino naquele dia estava completando 1 ano de vida e nós dois estávamos indo ao aniversário. Tudo desabou ali. Nada de confraternização, nada de um momento apenas do meu pai e eu. Agora era um aniversário, onde o foco era todo de uma criança que nunca vi na vida e que eu fui levado sem conhecimento algum. Naquele momento eu não senti mais nada, fiquei anestesiado. Eu me senti oco, apenas senti meu coração bater com violência, meus olhos estavam molhados, o som ao redor era distante. Apenas lembro do momento em que meu pai me perguntou algo e eu consenti com a cabeça. Ele segurou minha mão esquerda, então atravessamos a rua, passamos por um beco e saímos em uma outra rua, onde tinha um conjunto de casas. Nunca esqueci a localização, sei até hoje o endereço. Próximo da casa, meu pai disse que se alguém perguntasse quantos irmãos eu tinha, era para dizer apenas um - o que era mentira, pois minha irmã acabara de nascer. Ele provavelmente mentiu para a mulher com quem vivia, deve ter dito que não era mais casado com a minha mãe.
Chegando na casa, fui apresentado à família da mulher dele. Todos me trataram bem e disseram o quanto eu me parecia com meu pai. Passou-se alguns minutos desde que chegamos, mas já pareciam horas. Ele tocou no meu ombro e pediu para que eu o acompanhasse. Passamos por um corredor em direção à cozinha. Lembro bem como era: uma cozinha estreita, com uma porta para o quintal. Nesse quintal havia uma casa, e ao observar bem vi a mulher se arrumando, sorrindo para nós dois. Ela veio em nossa direção com um pacotinho nos braços, chegou bem perto de mim, beijou minha cabeça e se abaixou. “Esse é seu irmãozinho, o nome dele é Yuri”. Aquilo foi um choque horrível. Toda a eletricidade de horas atrás se tornou uma água gelada que me puxava para baixo. Era uma família bizarra; eu não sei o que meu pai pretendia, mas eu não pertencia aquele lugar. Ali foi a primeira vez que usei minha máscara, escondi meus sentimentos e fingi que tudo estava bem.
Durante o aniversário estávamos todos na mesma mesa: a mulher de meu pai, a mãe dela, meu pai, meu meio irmão e eu. Em certo momento meu pai pegou o menino e o entregou em meus braços. Eu estava em pé, segurando uma criança fruto de um relacionamento errado. Eu estava em pé, mas nauseado. Com aquele menino nos braços, com meu corpo oco, me veio um pensamento: jogar aquela criança no chão. Tão frágil, com apenas 1 ano de vida, eu acabaria com tudo ali. Não fiz. Me faltou forças, coragem, tive medo, pensei na minha mãe. Hoje eu penso o quanto aquilo me impactou para pensar em jogar uma criança que não tem culpa alguma dos erros de outras pessoas. Eu com 9 anos pensando em matar alguém. Me envergonho disso.
A festa acabou, eu e meu pai agora estávamos esperando o ônibus para voltar para casa. Dentro do transporte meu pai não deu uma palavra; eu estava ali, mas eu não sabia ao certo aonde eu estava. Talvez eu tenha ficado preso em algum momento da festa, na parada de ônibus, mas eu gostaria que minha consciência nunca tivesse saído de casa.
Ao chegarmos em casa eu só conseguia sentir nojo. Meu pai abraçou e beijou minha mãe - ele, descobri eu, era um excelente ator. Lembro que da sala eu olhei para aquela cena e achei bizarro, nebuloso, até que minha mãe olhou pra mim e sorriu. Ali tudo se clareou, tudo voltou à inocência. Eu a abracei e chorei, chorei muito. Ela fez o mesmo, me abraçou e sorriu. Talvez ela tenha achado que eu estava chorando de felicidade, quando na verdade eu só queria que nós 4 - ela, meus irmãos e eu - fossemos embora daquele lugar.
O dia acabou e eu não dormi. Aprendi que é lindo ouvir o som dos pássaros no início do dia. Eu também descobri que esse som de paz e tranquilidade era o único momento sagrado que eu teria dali para frente. Eu iria contar para minha mãe o que aconteceu. Eu não sabia como, mas iria contar. Tinha certeza que ela entenderia, que iria odiá-lo e que nunca mais iríamos vê-lo.
Eu era uma criança inocente, apesar de tudo e, mais uma vez, me enganei.
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2019.02.04 11:53 orpheu272 Odisseia p.3

Bom vê-los aqui novamente! (aqui está a parte 2)
Por favor, fiquem a vontade, preparem algo para comer ou beber e apaguem as luzes. Foquem no texto e se imaginem em meu lugar. Eu já falei um pouco sobre minhas raízes; hoje irei falar sobre a minha vida.
Eu poderia muito bem resumir quem sou, mas prefiro dessa forma. Assim vocês podem me conhecer por completo, entender certas escolhas e o que me levou a tomar determinadas decisões.
Lembrem-se: estarei sempre ao lado de cada um de vocês, qualquer dúvida, usem os comentários para que possamos nos comunicar; se passou por algo parecido, fique mais que tranquilo, estou aqui para ler suas experiências.
Obrigado por mais uma vez me permitir entrar em sua casa.
Dito isto, iremos avançar nove anos em minha vida. Eu poderia muito bem falar dos momentos da minha infância, mas algumas coisas não recordo tão bem quanto o dia que irei apresentar a vocês. Relaxem, esvaziem suas mentes, imaginem cada momento e se permitam afogar em meus relatos.
Vamos à próxima etapa.
Muitas crianças tem como uma má recordação o seu primeiro dia de aula, o momento que sofreu a primeira humilhação na escola ou até mesmo a primeira rejeição - mesmo sem entender ainda como isso funciona. O pior dia da minha vida foi justamente o dia que eu achei que seria o melhor; o dia em que eu achei que o meu pai enfim estava dando a atenção necessária para mim. Nada é o que parece, e eu demorei para entender isso.

Nem tudo é o que parece

Era uma manhã de sábado, meu pai estava saindo para trabalhar quando avisou a minha mãe que me aprontasse no fim da tarde, pois iríamos para uma confraternização do seu trabalho. Apenas eu e ele. Minha mãe não questionou, apenas sorriu e amou saber essa notícia. Eu lembro do sorriso que ela fez, lembro bem pois eu também estava sorrindo. Meu pai, aquele que sempre fora ausente enfim estava me dando atenção. Esse era o melhor dia da minha vida!
O dia passou rápido. Pela manhã estava assistindo He-Man e Caverna do Dragão na Globo, em um piscar de olhos já era tarde e minha mãe me chamava para almoçar. Eu sempre tive ansiedade, então imagine uma criança elétrica com a notícia de que iria sair com o seu pai, apenas vocês dois para um evento, e que por algumas horas eu teria sua total atenção. Eu lembro da sensação, da felicidade que correu por todo o meu corpo. Era algo físico, quase como uma eletricidade que corria em torno e dentro de mim; era uma euforia mágica impossível de conter.
Às 17:20 o meu pai estava em casa. Minha mãe, feliz da vida, estava terminando de passar nossas roupas. Ainda lembro do momento em que ela levantou a cabeça e sorriu para mim. “Se divirta, viu?”, ela disse entre um sorriso bobo em seu rosto.
De casa saímos meu pai e eu até à rodoviária, lá pegamos o “G” - ônibus que sai de Macaíba e que passa pelo município de Mangabeira até chegar no centro de Natal. Meu pai parecia ansioso, acho que na mesma medida que eu. Ele não parava de sorrir, mas era fácil perceber um certo nervosismo em tudo aquilo.
Ao chegarmos em Natal, descemos algumas ruas antes do destino. Fomos caminhando, eu o tempo todo perguntando onde era o local da confraternização e onde ele trabalhava. Meu pai não respondeu. Ao olhar para o seu rosto eu já não via o sorriso, restara apenas a ansiedade e o nervosismo. Eu notei que ele se preparava para me dizer algo, mas não conseguia, pensei - mais tarde entendi que ele estava pensando como me dizer.
Lembro que paramos em uma calçada. Meu pai pediu para que eu me sentasse e assim o fiz, com ele ao meu lado. Ali ele me explicou que na época que possuía a firma de portões eletrônicos, ele contratou uma moça para ser secretária e que com o tempo os dois começaram a se gostar. Ele disse que isso aconteceu por que ele brigou com a minha mãe um dia e ele saiu de casa para esfriar a cabeça. A culpa era da minha mãe, ele disse. Minha mãe. aquela que sempre se dedicou em nos ajudar, proteger, apaziguar. Ela era a culpada por um erro dele. Covarde!
Desse relacionamento de pouco mais de 8 anos, surgiu uma criança, um menino. Seu nome é Yuri. O menino naquele dia estava completando 1 ano de vida e nós dois estávamos indo ao aniversário. Tudo desabou ali. Nada de confraternização, nada de um momento apenas do meu pai e eu. Agora era um aniversário, onde o foco era todo de uma criança que nunca vi na vida e que eu fui levado sem conhecimento algum. Naquele momento eu não senti mais nada, fiquei anestesiado. Eu me senti oco, apenas senti meu coração bater com violência, meus olhos estavam molhados, o som ao redor era distante. Apenas lembro do momento em que meu pai me perguntou algo e eu consenti com a cabeça. Ele segurou minha mão esquerda, então atravessamos a rua, passamos por um beco e saímos em uma outra rua, onde tinha um conjunto de casas. Nunca esqueci a localização, sei até hoje o endereço. Próximo da casa, meu pai disse que se alguém perguntasse quantos irmãos eu tinha, era para dizer apenas um - o que era mentira, pois minha irmã acabara de nascer. Ele provavelmente mentiu para a mulher com quem vivia, deve ter dito que não era mais casado com a minha mãe.
Chegando na casa, fui apresentado à família da mulher dele. Todos me trataram bem e disseram o quanto eu me parecia com meu pai. Passou-se alguns minutos desde que chegamos, mas já pareciam horas. Ele tocou no meu ombro e pediu para que eu o acompanhasse. Passamos por um corredor em direção à cozinha. Lembro bem como era: uma cozinha estreita, com uma porta para o quintal. Nesse quintal havia uma casa, e ao observar bem vi a mulher se arrumando, sorrindo para nós dois. Ela veio em nossa direção com um pacotinho nos braços, chegou bem perto de mim, beijou minha cabeça e se abaixou. “Esse é seu irmãozinho, o nome dele é Yuri”. Aquilo foi um choque horrível. Toda a eletricidade de horas atrás se tornou uma água gelada que me puxava para baixo. Era uma família bizarra; eu não sei o que meu pai pretendia, mas eu não pertencia aquele lugar. Ali foi a primeira vez que usei minha máscara, escondi meus sentimentos e fingi que tudo estava bem.
Durante o aniversário estávamos todos na mesma mesa: a mulher de meu pai, a mãe dela, meu pai, meu meio irmão e eu. Em certo momento meu pai pegou o menino e o entregou em meus braços. Eu estava em pé, segurando uma criança fruto de um relacionamento errado. Eu estava em pé, mas nauseado. Com aquele menino nos braços, com meu corpo oco, me veio um pensamento: jogar aquela criança no chão. Tão frágil, com apenas 1 ano de vida, eu acabaria com tudo ali. Não fiz. Me faltou forças, coragem, tive medo, pensei na minha mãe. Hoje eu penso o quanto aquilo me impactou para pensar em jogar uma criança que não tem culpa alguma dos erros de outras pessoas. Eu com 9 anos pensando em matar alguém. Me envergonho disso.
A festa acabou, eu e meu pai agora estávamos esperando o ônibus para voltar para casa. Dentro do transporte meu pai não deu uma palavra; eu estava ali, mas eu não sabia ao certo aonde eu estava. Talvez eu tenha ficado preso em algum momento da festa, na parada de ônibus, mas eu gostaria que minha consciência nunca tivesse saído de casa.
Ao chegarmos em casa eu só conseguia sentir nojo. Meu pai abraçou e beijou minha mãe - ele, descobri eu, era um excelente ator. Lembro que da sala eu olhei para aquela cena e achei bizarro, nebuloso, até que minha mãe olhou pra mim e sorriu. Ali tudo se clareou, tudo voltou à inocência. Eu a abracei e chorei, chorei muito. Ela fez o mesmo, me abraçou e sorriu. Talvez ela tenha achado que eu estava chorando de felicidade, quando na verdade eu só queria que nós 4 - ela, meus irmãos e eu - fossemos embora daquele lugar.
O dia acabou e eu não dormi. Aprendi que é lindo ouvir o som dos pássaros no início do dia. Eu também descobri que esse som de paz e tranquilidade era o único momento sagrado que eu teria dali para frente. Eu iria contar para minha mãe o que aconteceu. Eu não sabia como, mas iria contar. Tinha certeza que ela entenderia, que iria odiá-lo e que nunca mais iríamos vê-lo.
Eu era uma criança inocente, apesar de tudo e, mais uma vez, me enganei.
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NÃO VALEU - WESLEY SAFADÃO MENDIGAR CARINHO POR FALTA DE ATENÇÃO Os Barões da Pisadinha - Eu Acho Que Não (Áudio Oficial ... Você nunca me amou Rap Romântico Ele Nunca Me Amou ! Cap 1 MC Murilo Azevedo - Ela Nunca Me Amou (Clipe Oficial) VOCÊ NUNCA ME AMOU -citação «Eu não acho bem o que ela está a fazer» Ele Nunca me Amou! Cap 3

Não quero acreditar que ela nunca me amou ...

  1. NÃO VALEU - WESLEY SAFADÃO
  2. MENDIGAR CARINHO POR FALTA DE ATENÇÃO
  3. Os Barões da Pisadinha - Eu Acho Que Não (Áudio Oficial ...
  4. Você nunca me amou Rap Romântico
  5. Ele Nunca Me Amou ! Cap 1
  6. MC Murilo Azevedo - Ela Nunca Me Amou (Clipe Oficial)
  7. VOCÊ NUNCA ME AMOU -citação
  8. «Eu não acho bem o que ela está a fazer»
  9. Ele Nunca me Amou! Cap 3

50+ videos Play all Mix - MC Murilo Azevedo - Ela Nunca Me Amou (Clipe Oficial) YouTube MC Don Juan - Os Opostos se Atraem (GR6 Filmes) - Duration: 5:05. GR6 EXPLODE 81,942,195 views Eu te amei quando não conseguia nem ao menos me amar. Eu te amei quando você não merecia. Eu te amei como ninguém te amou. Eu te amei ao acorda e te amei ao cair no sono. Eu te amei sempre. A ... Márcia e Cynthia partilham opinião, a sós, sobre Nuno. Márcia conta nunca se esquecer do apoio que recebeu da parte do rapaz e que avisou Nuno para pensar muito bem na suas ações, para não ... você nunca me amou tudo que você fazia no fim não adiantou ... mas o coração me conta que você nunca esteve aqui acho que isso é uma desculpa ... mas a noite eu pensava quando que vai me ligar Ele Nunca Me Amou ! Cap 1 hlnzzz. Loading... Unsubscribe from hlnzzz? ... Imagine Jolari desde quando eu casei com ele e ele não me ama cap : 1 - Duration: 4:25. Eu protesto Eu acho que a gente deveria ter mais tempo Sem relógio por perto Eu protesto Sei que acabou, 'tá resolvido Mas só aceito a despedida Se ela for de grande estilo Não valeu, não ... Mude, mesmo que não seja de um dia para outro, mas aproveite todo esse processo e nunca fique parado. Não existe amor quando apenas um ama, não fique em um relacionamento onde você precisa ... Imagine Jolari desde quando eu casei com ele e ele não me ama cap : 1 - Duration: ... Imagine Jolari-Sera que e Amor ? Cap:1 ... Cap:01 da 1 temporada de ele nunca me amou - Duration: 1 ... Music video by Os Barões da Pisadinha performing Eu Acho Que Não (Pseudo Video). (C) 2019 Sony Music Entertainment Brasil ltda sob licença exclusiva de Barõe...